Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
Faltava uma moeda.
Uma.
Quinze círculos dourados já ocupavam a grade 4×4, cada um perfeitamente acomodado em seu quadrado, enquanto a última casa vazia permanecia no canto inferior com a serenidade de quem sabia que um reino inteiro estava esperando.
Três respins.
Depois dois.
Depois um.
O Grand precisava das dezesseis posições.
Eu precisava que qualquer moeda aparecesse e sentasse naquela cadeira.
Nada.
A casa ficou vazia.
Em algum ponto do reino, uma moeda de 1x tinha perdido a própria coroação porque decidiu sair de casa cinco minutos depois.
Foi assim que a parte importante terminou.
O começo tinha sido bem menos majestoso.
Entrei com R$ 500,00 e coloquei R$ 2,00 por giro.
Quatro colunas.
Quatro linhas.
Cerejas, uvas, laranjas, limões e ameixas cercadas por tanto dourado que até a fruta parecia ter sobrenome composto.
A coroa também aparecia.
Naturalmente, fazia pouquíssimo.
Era a coroa.
O primeiro giro não pagou.
O segundo devolveu os R$ 2,00.
Pouco depois, algumas laranjas se alinharam e colocaram R$ 4,00 de volta.
As laranjas receberam luz, brilho e alguns segundos de importância nacional.
Segui.
Uma Coin de 10x apareceu no meio das frutas.
Ficou ali.
Grande.
Dourada.
Com 10x escrito na cara.
O giro terminou e ela não pagou absolutamente nada.
No próximo, desapareceu.
Alguns giros depois veio uma de 30x.
Também chegou, exibiu patrimônio para as cerejas e foi embora sem deixar um centavo.
A regra daquele palácio começava a ficar clara.
Dinheiro podia entrar.
Dinheiro podia reluzir.
Dinheiro podia fazer as frutas parecerem pobres.
Mas, sozinho, não era obrigado a fazer nada.
Mantive os R$ 2,00.
Depois de 14 giros, R$ 28,00 tinham saído e R$ 14,00 tinham voltado.
Meu saldo estava em R$ 486,00.
A corte ainda parecia administrável.
Então três Coins chegaram juntas.
Uma de 2x.
Uma de 4x.
Uma de 5x.
As frutas daquele giro ainda arrumaram R$ 4,00, mas perderam imediatamente a relevância porque a tela mudou.
As cerejas foram retiradas.
As uvas foram dispensadas.
A laranja saiu sem discurso.
Ficaram as três moedas.
O contador mostrou três respins.
O reino tinha parado de fingir que aquilo ainda era uma reunião de frutas.
Logo no primeiro respin entraram mais duas Coins.
1x.
3x.
As duas travaram no lugar.
O contador voltou para três.
Cinco posições ocupadas.
Onze vazias.
A de 1x parecia particularmente deslocada.
Ela tinha conseguido sentar ao lado de moedas maiores e agora fazia o possível para ninguém perguntar quem tinha enviado o convite.
Veio um respin vazio.
Três caiu para dois.
Depois apareceu uma 20x.
Três de novo.
A 20x caiu praticamente no centro e imediatamente transformou a 1x em alguém que tinha entrado no salão carregando uma bandeja.
Outra Coin de 2x apareceu.
Três.
Nada.
Depois duas de uma vez.
10x.
4x.
A grade foi ficando cheia.
Já não parecia uma coleção.
Parecia que alguém tinha descoberto ouro dentro do palácio e decidido armazená-lo diretamente no salão de festas.
Então caiu outra 1x.
Agora havia duas.
Elas ficaram perto o bastante para formar o menor setor aristocrático já registrado.
O respin seguinte passou em branco.
Depois a tela recebeu uma visitante diferente.
MINI.
Ela desceu numa das casas livres e imediatamente teve o tratamento que nenhuma ameixa tinha recebido durante toda a tarde.
100x.
Com aposta de R$ 2,00, aquela moeda sozinha valia R$ 200,00.
As duas 1x continuavam ali.
Ninguém pediu para elas se retirarem.
Dez posições ocupadas.
Seis vazias.
Parei de acompanhar o valor acumulado.
As casas que ainda não tinham ninguém passaram a valer mais do que as moedas que já estavam dentro.
Uma 5x caiu.
Três respins novamente.
Depois uma 30x.
Três outra vez.
Restavam três espaços.
A 30x ficou próxima da MINI e o salão inteiro adquiriu a aparência de um jantar em que cada convidado estava tentando descobrir quanto valia o convidado ao lado.
Veio um vazio.
Então caiu a 50x.
Quatorze posições.
Duas vazias.
O contador voltou para três.
A moeda de 50x tinha chegado quase no fim da festa e entrou como se todos os outros estivessem adiantados.
As Coins normais já somavam 137x.
A MINI continuava sentada com seus 100x.
Faltavam duas casas.
O próximo respin veio seco.
Dois.
No seguinte, uma Coin de 2x caiu numa das duas vagas.
Quinze posições.
Três respins outra vez.
E uma única casa vazia.
Foi ali que parei de enxergar quase todo o resto da tela.
Uma grade 4×4 com quinze Coins tem um problema muito específico.
Ela transforma o espaço vazio no maior símbolo do jogo.
As quinze moedas podiam ter sido feitas de ouro maciço.
A MINI podia valer 100x.
A 50x podia usar uma coroa própria.
Nada disso importava.
Eu só via aquele quadrado.
Se ele fosse preenchido, o Grand acrescentaria 1.000x.
R$ 2.000,00.
Por uma moeda.
Qualquer uma.
Podia ser 1x.
Podia chegar a terceira 1x da festa, usando o mesmo convite amassado das outras duas.
Era só ocupar a cadeira.
Primeiro respin.
Nada.
Três virou dois.
As quinze Coins permaneceram paradas.
Segundo respin.
Nada.
Dois virou um.
A MINI continuava brilhando.
A 50x continuava parecendo importantíssima.
As duas 1x continuavam inexplicavelmente dentro do palácio.
Último respin.
Nenhuma fruta.
Nenhuma distração.
Nenhuma linha de pagamento para acompanhar.
Só quinze moedas e um buraco escuro no canto.
O giro terminou.
A casa continuou vazia.
O Grand ficou do outro lado daquela cadeira.
Por um instante, a tela ainda mostrou as quinze Coins reunidas em volta do único espaço que não tinha aceitado ouro.
Depois começou a contagem.
As Coins normais chegaram a 139x.
A MINI colocou mais 100x.
239x no total.
Com R$ 2,00 por giro, o Hold & Win pagou R$ 478,00.
O saldo foi para R$ 966,00.
Eu tinha perdido um Grand de R$ 2.000,00 por exatamente uma posição e mesmo assim saído do bônus com quase o dobro do dinheiro que tinha levado para aquela corte.
As frutas voltaram.
Um limão apareceu num canto.
Cerejas ficaram logo abaixo.
A coroa ocupou o meio da grade, com aquela expressão de quem pretendia receber crédito pelo evento inteiro.
Não tinha feito nada.
Passara a sessão vendo moedas invadirem o palácio enquanto duas Coins de 1x conquistavam cadeiras permanentes e uma MINI chegava valendo cem vezes mais do que elas.
O botão de giro ficou esperando.
Deixei esperando.
Quinze convidados tinham comparecido.
O décimo sexto ainda não.
Aquela altura, já não era azar.
Era falta de educação.
Lucky’s Wild Pub 2 roda como se tivesse prazer em testar limites humanos.

