Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O último cadeado estava em 1.
Tomo já tinha mastigado o 5, o 10 e o 15.
Faltava o 20, que aparentemente vinha com sobremesa.
Um respin.
Uma muralha de oito andares tomada por coins virados para baixo.
E um lutador de sumô ao lado dos rolos com a tranquilidade de quem sabia que, em alguns minutos, a própria barriga seria promovida a instrumento musical.
Nada caiu.
Zero.
Aí um coin entrou no canto inferior esquerdo.
Três respins de novo.
O cadeado abriu.
Duas moedas já estavam escondidas na fileira recém-liberada.
Eu tinha começado aquela sessão porque havia sushi na tela.
Em algum momento, o sushi virou parte da estrutura do prédio.
Dezessete minutos antes, tudo era muito mais civilizado.
R$300,00 de saldo.
Aposta de R$2,00.
Cinco rolos no meio de uma rua japonesa ensolarada, cercados por banquinhos, placas de madeira, barracas e comida suficiente para transformar qualquer preparação de sumô numa operação gastronômica.
Acima dos rolos ficava uma pequena balança.
Abaixo dela apareciam onigiris, sushi, tempurá, tigelas cheias de carne e legumes, além de A, K, Q, J e 10, que tinham a aparência exata de símbolos que entraram no restaurante errado e decidiram não criar caso.
Tomo era o Wild.
E logo resolveu aparecer três vezes no mesmo rolo.
Por um instante havia três Tomos separados, todos com a mesma cara de quem estava prestes a expulsar alguém do tatame.
A tela juntou os três.
Virou um Stacked Wild.
Sushi atravessou o rolo.
R$29,60.
Na rodada seguinte, uma tigela entrou na combinação e acrescentou mais R$14,40.
A aposta continuou nos R$2,00.
Não havia motivo para mexer em nada quando um homem acabara de demonstrar que o próprio excesso de população podia ser resolvido ficando mais largo.
Pouco depois apareceu o primeiro coin.
Dourado.
Virado para baixo.
Sem valor.
A balança reagiu ao movimento, Tomo continuou aparecendo entre pratos de comida, e a moeda desapareceu sem explicar nada.
Outra veio algumas rodadas depois.
Depois, uma sequência agradável de acertos pequenos.
Onigiri.
Tempurá.
Um pouco de sushi.
Wild aqui e ali.
O saldo passeava pelos R$290 sem nenhuma vontade de transformar a noite numa tragédia.
Até que três Scatters chegaram juntos.
Oito Rodadas Grátis.
As Mystery Gates começaram a cair.
O primeiro portal abriu e mostrou um Q.
Na rodada seguinte vieram dois.
Os dois se abriram.
Sushi.
Sushi.
Já havia outra peça de sushi esperando ali.
R$17,20.
Dois portais misteriosos tinham recebido acesso a todo o universo possível e escolheram exatamente o mesmo peixe cru.
Na jogada seguinte, apareceram outros dois.
Tempurá nos dois.
O destino aparentemente trabalhava com cardápio fixo.
Aí pousaram dois coins virados para baixo.
Nenhum mostrou o valor.
Um começou a piscar.
E se copiou.
Depois outra cópia.
Mais uma.
Outra.
Outra.
Seis coins.
As Rodadas Grátis sumiram atrás deles.
A tela cresceu para cima.
Quatro novas fileiras apareceram, todas presas por cadeados numerados.
Eu estava no meio de um recurso com portais mágicos.
Uma moeda se reproduziu tanto que o restaurante precisou construir mais quatro andares.
O primeiro cadeado dizia 5.
Os seis coins iniciais já resolveram isso antes mesmo do primeiro respin.
A fileira abriu.
Havia outro coin esperando ali.
Ele também contou.
10, 15 e 20 perderam mais um ponto imediatamente.
A partir dali, o saldo deixou de ser o assunto principal.
Eu queria ver cadeado quebrando.
Três respins.
Coin.
Três de novo.
Duas rodadas vazias.
Outro coin.
Três de novo.
O cadeado 10 caiu.
A nova fileira tinha dois coins escondidos.
Assim que apareceram, os dois tiraram números dos cadeados restantes.
A tela estava virando uma parede dourada de dinheiro anônimo.
Nenhuma moeda dizia quanto valia.
Tomo podia estar guardando uma fortuna.
Também podia ter passado a tarde inteira recolhendo troco debaixo dos bancos das barracas de ramen.
O 15 chegou a seis.
Um coin caiu no centro.
Cinco.
Outro apareceu na direita.
Quatro.
Mais um reset dos respins.
Outro coin.
Três.
Duas rodadas.
Nova moeda.
Dois.
O contador voltava para três outra vez.
Quando o 15 finalmente abriu, havia três coins esperando na nova fileira.
Assim que ficaram visíveis, arrancaram mais três números do 20.
Aquilo já não parecia mais um Hold’N Spin.
Era um lutador de sumô abrindo um condomínio inteiro com moedas soltas.
O 20 foi caindo.
Nove.
Sete.
Cinco.
Três.
Dois.
E chegamos ao ponto em que a sessão tinha começado.
Um respin.
Um número no cadeado.
Nada.
Zero.
Coin.
Três respins.
Cadeado destruído.
Última fileira aberta.
Mais dois coins escondidos.
Agora as oito fileiras estavam livres.
A próxima rodada trouxe outro coin.
Reset.
Dois giros depois, mais um.
Reset outra vez.
Nessa altura eu queria apenas círculos dourados sem explicação.
Até que eles pararam de aparecer.
Os respins acabaram.
E todos os coins continuavam virados para baixo.
Agora vinha a parte que Tomo tinha escondido durante minutos.
R$1,20.
R$2,80.
R$5,60.
R$10,00.
R$2,40.
R$14,00.
R$6,00.
R$1,60.
A família clonada não tinha herdado um castelo, mas havia tanta gente naquele sobrenome que o total continuava subindo.
Então um virou.
MINI.
R$20,00.
Algumas moedas depois:
MINOR.
R$40,00.
E então apareceu o que eu realmente precisava para justificar tudo aquilo.
SUMO STASH.
Tomo levantou a mão.
Tapa.
R$7,00 voou para o Stash.
Outro.
R$15,00.
Outro.
R$4,00.
No quarto tapa, a tela já tratava percussão abdominal como método perfeitamente normal de geração de prêmio.
R$20,00.
Tapa.
R$9,00.
Mais um.
R$30,00.
Seis tapas.
R$85,00.
Existem slots que invocam dragões dourados.
Outros abrem cofres.
Tomo bateu seis vezes na própria barriga e produziu oitenta e cinco reais.
Há escolas diferentes de entretenimento.
Os coins restantes viraram.
O Hold’N Spin terminou em R$187,40.
As oito fileiras desapareceram.
A rua voltou ao tamanho normal.
Voltaram os bancos.
As placas.
As tigelas.
O sushi.
E voltaram também as Mystery Gates.
Eu já tinha esquecido que ainda existiam Rodadas Grátis esperando.
O jogo não.
Um portal abriu com um onigiri.
Outro trouxe o mesmo.
Depois três Tomos chegaram no quarto rolo e se fundiram de novo num Stacked Wild.
Os onigiris atravessaram o rolo.
R$42,80.
As rodadas restantes acrescentaram mais R$13,60 entre sushi e tempurá.
Quando tudo finalmente terminou, o saldo marcava R$516,60.
Fiz mais uma rodada de R$2,00.
Um único coin virado para baixo caiu ao lado de um prato de sushi.
A balança se mexeu.
Tomo ficou olhando.
O coin continuou sem mostrar nada.
R$516,60 já estavam do meu lado da tela.
A curiosidade daquela última moeda podia ficar com Tomo.
No slot demo de Esqueleto Explosivo 3, nem o Scatter quer conversar.

