Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
A raposa já estava na melhor cadeira.
Nem precisava conferir a pauta.
Terno escuro.
Camisa vermelha.
Gravata amarela.
Pelo perfeitamente arrumado.
Postura de quem chegou cedo, trocou duas placas de lugar, ocupou a cabeceira e agora esperava todo mundo agradecer pela liderança.
Atrás dela, dois monitores exibiam gráficos em vermelho, azul e amarelo.
Todos pareciam urgentes.
Nenhum explicava exatamente o que aquela empresa vendia.
Comecei com R$52,40 e R$0,50 por giro.
Parecia exposição suficiente a uma corporação onde a diretoria incluía raposa, tigre branco, executivo de charuto e uma mulher de óculos escuros dentro do escritório.
Os primeiros giros pareciam apresentação para investidores escrita por vilões de quadrinho.
Símbolos de dólar.
Triângulos de alerta.
Raios.
Tigres.
Raposas.
Executivos com aquela expressão típica de quem está a cinco segundos de pronunciar “sinergia” e destruir duas empresas ao mesmo tempo.
Alguns ways pequenos atravessaram os reels.
O homem do charuto pagou uma vez.
A raposa apareceu várias.
Claro.
A raposa tinha colocado a própria cara em todos os departamentos.
Nada de contrato.
Nada de reunião de emergência.
Nenhum saco de dinheiro Sticky.
Só expediente comum e os gráficos no fundo se movimentando de um jeito que faria funcionário humano começar a atualizar o currículo durante o almoço.
Um Wild apareceu.
Dinheiro.
Fazia sentido.
Até o Wild era dinheiro físico.
Uma combinação curta passou por ele e pagou um pouco.
No giro seguinte, vieram vários sinais de alerta.
Nada.
Depois um tigre junto de uma raposa.
Também nada.
A tão prometida integração entre departamentos continuava teórica.
Aos poucos, alguns reais foram embora.
Sem comunicado oficial.
Sem memo.
Sem e-mail da diretoria explicando que o trimestre permanecia “forte”.
Aí apareceu o laptop.
EMERGENCY MEETING!!!
Três exclamações.
Era exatamente o nível de serenidade que eu esperaria de liderança executiva.
Os reels normais deram lugar ao build-up.
Cinco pequenas rodadas internas antes do Corporation Spin.
Primeiro veio um aumento de Mystery Symbols.
Pastas com ponto de interrogação.
Ótimo.
A empresa tinha documentos cujo conteúdo ninguém conhecia.
Autêntico.
Depois veio aumento do Corporation Multiplier.
Na rodada seguinte, Sticky Wilds.
Sacos de dinheiro marcados como STICKY.
Pelo menos aquela empresa tinha honestidade suficiente para admitir que o caixa grudava.
Outro contrato aumentou o multiplicador de novo.
Quando as cinco rodadas de preparação terminaram, o setup tinha 5x, dois Sticky Wilds e três Mystery Symbols.
A reunião de emergência tinha produzido um plano.
Isso já a colocava acima da média.
O Corporation Spin começou.
Os dois Sticky Wilds travaram nos reels centrais.
Dinheiro fixado no escritório.
As pastas Mystery apareceram.
As três abriram.
Raposa.
Raposa.
Raposa.
Natural.
Uma investigação interna inteira tinha sido concluída e todos os documentos apontavam para o presidente.
Mesma cara.
Mesmo sorriso.
Provavelmente empresas diferentes registradas no mesmo prédio.
Os ways resultantes valiam R$1,30 antes da multiplicação.
Depois entrou 5x.
R$6,50.
A banca voltou para cima do início.
A raposa continuou sentada.
Um sujeito que constrói um sistema de pastas confidenciais contendo cópias de si mesmo não levanta da melhor cadeira depois.
Corporation Wars já tinha deixado bem claro como funcionava a governança.
Voltei aos giros.
A parte seguinte foi bem menos produtiva.
O tigre branco pagou uma vez.
A executiva de óculos escuros encontrou um pequeno ways win.
Raios combinaram.
O executivo do charuto apareceu perto de símbolos de alerta, provavelmente a disposição mais honesta possível.
Wilds de dinheiro entravam ocasionalmente.
Alguns ajudavam.
Outros surgiam quando o restante do escritório já tinha decidido trabalhar de casa.
A raposa permanecia em todo canto.
Já nem parecia símbolo.
Era decoração corporativa.
A banca foi descendo devagar até voltar para perto de R$49.
Nada grave.
Só desgaste normal de empresa em guerra.
Então começaram os FS.
Dois num giro.
Não bastava.
Depois três.
Trademark Trouble ficou quase ao alcance, mas a combinação que eu precisava não fechou.
A diretoria continuou trabalhando normalmente.
Tigre.
Dólar.
Alerta.
Charuto.
Raposa.
Só faltava aparecer uma impressora e alguém dizendo que o toner tinha acabado.
Então vieram quatro FS.
Quatro.
A tela mudou.
FULL REBRAND.
Nome perfeito para algo que já parecia caro antes mesmo de começar.
Dez Rodadas Grátis.
Mas, antes delas, dez Corporation Pre-Bonus spins.
Dez.
O laptop da reunião de emergência voltou.
A empresa aparentemente concluiu que trocar logotipo não era suficiente.
Era preciso realizar dez reuniões internas antes.
Primeiro contrato.
Multiplier sobe.
Segundo.
Sticky Wild.
Terceiro.
Mais Mystery.
Novo contrato.
Mais multiplicador.
As rodadas continuaram empilhando coisa em cima de coisa.
Mais pastas.
Mais dinheiro preso.
Outro aumento.
Depois veio um FS Corporation symbol e acrescentou uma Rodada Grátis.
Mais tarde, outro.
Agora eram doze.
Quando o build-up terminou, o escritório tinha produzido:
12x de Corporation Multiplier,
cinco Sticky Wilds,
seis Mystery Symbols,
e duas Rodadas Grátis extras.
Dez reuniões para chegar à conclusão de que a empresa precisava de mais dinheiro grudado no chão e mais pastas cujo conteúdo ninguém conhecia.
Coerente.
As Rodadas Grátis começaram.
Os cinco Sticky Wilds travaram.
Dessa vez, o dinheiro não ia embora.
A empresa finalmente descobriu retenção.
Os primeiros giros fizeram pouco.
Dólar.
Alerta.
Raio.
Então várias pastas Mystery apareceram.
Abriram juntas.
Tigre.
O grande tigre branco de terno.
Várias cópias.
Os Sticky Wilds já ocupavam posições úteis.
Os ways atravessaram o caixa fixo.
R$2,20 de base.
12x.
R$26,40.
Pronto.
O Full Rebrand deixou de parecer reunião e virou tomada hostil do saldo.
A raposa, do lado direito, seguia sorrindo.
Claro.
Outra pessoa tinha feito o trabalho.
Um giro menor passou.
Depois o executivo do charuto encontrou caminho pelos Sticky Wilds.
Pouco.
Mais algumas Rodadas Grátis e novas Mystery folders entraram.
Dessa vez, abriram em raposas.
Várias.
De novo.
A empresa tinha uma capacidade impressionante de investigar o próprio quadro societário e descobrir ainda mais raposa.
R$1,50 de base.
12x.
R$18,00.
A essa altura, a identidade visual do Full Rebrand estava clara.
Raposas.
Caixa preso.
Contratos.
Pastas.
E ninguém fazendo pergunta difícil.
Os Sticky Wilds continuavam no lugar.
Isso ficava mais importante a cada giro.
Os executivos mudavam.
Os tigres entravam e saíam.
Símbolos de dólar e raios atravessavam os reels.
O dinheiro permanecia.
Empresa com caixa fixo e diretoria substituível.
Finalmente encontrei o modelo de negócio.
Mais tarde, seis Mystery Symbols chegaram de uma vez.
Pastas espalhadas pelo escritório.
Abriram.
Tigre branco.
Vários.
O RH tinha aparentemente descoberto clonagem.
Os ways se formaram através dos Sticky Wilds.
R$1,10 de base.
Multiplicado por 12.
R$13,20.
A raposa continuava na cadeira.
Comecei a considerar a possibilidade de o tigre ter feito o trabalho pesado desde o começo.
Os outros ganhos menores foram se acumulando.
R$9,60 espalhados.
Um grupo de alertas.
Outro tigre.
Um conjunto de raios.
Nada individualmente especial.
Mas todos passavam pelo mesmo filtro de 12x.
No fim, o Full Rebrand tinha produzido R$67,20.
O saldo foi para R$115,60.
Eu tinha entrado na feature com R$48,40.
A corporação quase multiplicou aquela parte da banca por dois e meio depois de dez reuniões, cinco sacos de dinheiro presos e um armário inteiro de documentos misteriosos.
Ou era um rebranding muito bem-sucedido.
Ou prova para processo.
A base voltou.
Mesmo escritório.
Mesmas cadeiras vazias.
Mesmos gráficos.
Mesma raposa na melhor cadeira.
Claro.
Ninguém sobrevive a um Full Rebrand desses, leva a empresa para 12x e depois oferece o lugar para outro.
Dei mais oito giros.
Não porque eu precisasse de outra feature.
Depois de doze Rodadas Grátis transformando a diretoria em febre corporativa, o escritório normal parecia quase modesto.
Uma combinação de raposas devolveu R$1,00.
Outra menor trouxe R$0,50.
O restante não produziu nada útil.
Nenhum laptop.
Nenhum contrato.
Nenhum Sticky.
Só hostilidade de escritório e vários animais agindo como se gravata fosse qualificação profissional.
R$113,10 ficaram no saldo.
A raposa continuou sorrindo.
O tigre apareceu em um dos símbolos.
As cadeiras à esquerda ficaram vazias.
Provavelmente havia mais seis Mystery folders escondidas naquelas gavetas explicando quem realmente controlava a empresa.
Não precisava abrir.
A raposa tinha a cadeira.
Os Sticky Wilds tinham o dinheiro.
O restante podia passar pelo próximo rebrand.
Girei tanto Dreamwood que os símbolos começaram a discutir comigo.
