Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O primeiro pentagrama abriu em x6.
O segundo veio com x4.
A placa acima dos reels não mostrou dez.
Mostrou x24.
O terceiro ainda estava fechado.
Havia uma melancia no primeiro reel, uvas na parte de cima e o Diabo sorrindo perto da fileira de baixo como se aquela matemática fosse tão normal quanto cereja em máquina clássica.
O último selo rachou.
x9.
x24 virou x216.
R$216,00.
Com aposta de R$1,00.
Fiquei olhando para a placa por mais tempo do que para o próprio pagamento.
Seis vezes quatro vezes nove.
Não seis mais quatro mais nove.
O jogo tinha acabado de pegar três pedaços de papel em chamas e transformar aritmética escolar em ritual satânico.
Antes daquela rodada, meu saldo estava em R$149,70.
Depois, já não estava mais com nenhum problema sério.
No começo da sessão, nada disso parecia possível.
Devil’s Wager tinha aberto como uma slot antiga que alguém instalou por engano dentro de uma igreja abandonada.
Cinco reels.
Três linhas de altura.
Cinco paylines fixas.
Cerejas.
Limões.
Laranjas.
Ameixas.
Uvas.
Melancias.
Um Sete dourado.
Tudo muito conhecido.
A única diferença era o Diabo aparecendo como Wild com um sorriso que não combinava em nada com a quantidade de fruta na tela.
Ele parecia o responsável por alguma coisa.
Ainda não dava para saber o quê.
Comecei com R$200,00.
Aposta de R$1,00.
Os primeiros giros foram quase educados.
Cerejas atravessaram uma linha.
Depois laranjas.
O Wild entrou no meio de uma combinação de ameixas e ajudou a completar o pagamento.
R$6,00.
Nada pegou fogo.
Nenhum pentagrama apareceu.
O salão ao redor dos reels continuava cheio de tochas mesmo assim, como se o jogo tivesse contratado iluminação demoníaca antes de confirmar se alguém realmente precisaria dela.
Então veio o primeiro Scatter.
Um pergaminho com um pentagrama desenhado.
Pousou no reel dois.
Ficou ali.
Sem pagamento.
Sem explosão.
Alguns giros depois, dois apareceram juntos.
Um no primeiro reel.
Outro no quarto.
Os reels restantes desaceleraram.
Os dois pergaminhos começaram a queimar nas bordas.
Foi aí que as frutas deixaram de parecer frutas.
O terceiro reel parou numa laranja.
O quinto entregou ameixa.
Nada de terceiro Scatter.
Só que os dois pedaços de papel continuaram na tela.
O fogo comeu o pergaminho.
Ficaram os pentagramas.
Mini Feature.
O primeiro selo abriu em x4.
O segundo em x6.
A placa recebeu o quatro.
Depois recebeu o seis.
x24.
R$24,00.
Dois pedaços de papel tinham acabado de pagar mais que quase tudo que as frutas haviam conseguido até aquele ponto.
Voltei aos reels.
A aposta continuou em R$1,00.
Agora eu olhava os Scatters de outro jeito.
Três seriam excelentes.
Mas dois já tinham aprendido a fazer alguma coisa.
O jogo começou a entregar justamente dois com frequência suficiente para transformar qualquer pedaço de fruta entre eles em inimigo pessoal.
Scatter no reel dois.
Scatter no reel cinco.
O terceiro reel parou num limão.
O quarto trouxe uvas.
Os papéis soltaram um pouco de fumaça.
Nada abriu.
Fim.
Algumas rodadas depois, outra dupla.
Um no reel um.
Outro no três.
O reel quatro veio com melancia.
O quinto, cereja.
Sem Mini Feature.
Os pergaminhos desapareceram.
Aparentemente o Inferno também tinha dias em que dois pentagramas não justificavam levantar da cadeira.
Continuei.
O saldo passou pelos R$180.
Depois pelos R$170.
O Wild apareceu no meio de uma linha de uvas e ajudou em R$8,00.
Um Sete dourado no primeiro reel puxou uma combinação pequena.
Os dados com 666 apareceram algumas vezes e conseguiram a proeza de parecer perigosíssimos enquanto um grupo de laranjas fazia mais dinheiro do que eles.
O Diabo estava sempre por perto.
Às vezes como Wild.
Às vezes apenas no canto da composição, sorrindo.
Muito sorriso para alguém cercado de limões.
Outra dupla de Scatters surgiu quando o saldo estava em R$166,20.
Dessa vez os dois queimaram até o fim.
Primeiro selo: x3.
Segundo: x3.
x9.
R$9,00.
Duas estrelas satânicas em chamas.
Nove reais.
O salão inteiro continuou iluminado por tochas.
O Diabo continuou sorrindo.
O pagamento podia ter sido feito por três ameixas e teria exigido menos cerimônia.
Mesmo assim, agora eu tinha uma teoria ruim o suficiente para continuar.
Não precisava necessariamente de três Scatters.
Dois já podiam abrir alguma coisa.
Três poderiam fazer uma estupidez maior.
O problema era fazer três aparecerem juntos.
Passei a enxergar cada fruta pelo lugar onde ela tinha pousado.
Uma melancia no reel quatro deixou de ser melancia.
Virou o objeto que ocupou a posição onde o terceiro Scatter poderia ter parado.
Uma uva no reel cinco ficou suspeita simplesmente por chegar depois de dois pergaminhos já estarem queimando.
Até o Sete dourado começou a perder prestígio quando aparecia no momento errado.
Ele pagou uma linha de R$13,00.
Ótimo.
Ainda olhei para o reel ao lado porque havia dois Scatters na tela.
O terceiro não veio.
A sequência seguinte trouxe o Diabo Wild no reel três.
Scatter no reel um.
Outro no reel cinco.
Por um instante, a composição parecia ter sido montada especificamente para alguma coisa ruim acontecer.
Os papéis começaram a queimar.
O reel quatro parou num limão.
Nada abriu.
O Diabo permaneceu com a mesma cara.
Era muito fácil manter confiança quando a responsabilidade pela terceira folha nunca era dele.
O saldo caiu até R$149,70.
Eu já tinha visto tantos pares que comecei a tratá-los como fumaça de fundo.
Foi aí que a rodada da abertura aconteceu.
Primeiro Scatter no reel dois.
Segundo no quatro.
Os dois começaram a pegar fogo.
Reel cinco ainda estava girando.
Uvas em cima.
Limão no meio.
Pergaminho embaixo.
Terceiro Scatter.
O salão inteiro ficou laranja.
Os três papéis queimaram juntos.
Não apareceu outra tela.
Não abriu uma sala secreta.
Não vieram dez Rodadas Grátis.
As frutas continuaram exatamente onde estavam.
O Diabo também.
Uma pequena combinação normal daquele mesmo giro foi paga primeiro.
Depois a placa de Total Win subiu.
Primeiro selo.
x6.
A placa mostrou seis.
Segundo selo.
x4.
x24.
Não x10.
x24.
O terceiro pentagrama ainda estava fechado.
Era a parte que transformava a espera em alguma coisa completamente diferente.
Se viesse x2, o total iria para x48.
x3 levaria a x72.
x5 já faria x120.
O selo abriu.
x9.
O nove subiu para a placa.
x216.
R$216,00.
A tela ainda tinha cerejas.
Ainda tinha melancias.
Ainda parecia uma slot de frutas.
Só que três pentagramas tinham acabado de fazer o que nenhuma linha de frutas naquela sessão tinha sequer tentado.
O saldo passou com folga dos R$300.
Dei mais alguns giros.
Não por estratégia.
Depois de assistir x24 virar x216, qualquer novo pergaminho parecia esconder algum tipo de cálculo proibido.
Um Scatter apareceu sozinho.
Nada.
O Wild ajudou uma linha de laranjas.
Depois vieram dois Scatters juntos.
Mais uma vez.
Os reels desaceleraram.
O terceiro nunca apareceu.
Os dois papéis soltaram fumaça.
Por alguns segundos, ainda havia chance da Mini Feature abrir.
Não abriu.
Eles desapareceram.
Parei em R$317,40.
O último giro deixou um único Scatter no reel três.
Pergaminho intacto.
Pentagrama desenhado em vermelho.
Sem fogo.
Sem selo aberto.
Ao redor dele estavam cerejas, um limão e um Sete dourado tentando manter a aparência de uma slot clássica.
O Diabo estava mais abaixo, sorrindo.
Depois de ver três folhas transformarem R$1,00 em x216, fiquei com a impressão de que ele ainda sabia outra conta.
Em algum lugar do código de Cash Box, alguém grita.

