Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O dragão verde estava a uma gota de virar problema coletivo.
Ele já tinha um ovo do tamanho de um armário.
Quatro dragões dourados estavam agarrados nos cantos dos rolos prontos para confiscar espíritos.
O próprio bônus escondia dois andares superiores atrás de fechaduras.
E, mesmo com toda essa infraestrutura, Jadelock ainda precisava de uma colherada de líquido verde para funcionar.
Nove de dez.
A garrafa dele brilhava sobre a grade.
A azul de Frosthowl parecia ter recebido duas gotas por educação.
A vermelha de Flameburst mal tinha líquido suficiente para molhar o fundo e, considerando que os Wisps vermelhos eram os mais caros, achei excelente que ninguém estivesse com pressa para hidratar aquele cidadão.
Três ovos.
Três poções.
Três dragões sendo criados basicamente à base de isotônico arcano.
Eu estava torcendo pelo verde.
Isso exigia contexto.
Tinha começado o Dragons of Arcane Wild II em R$2,00, diante de cinco rolos, quatro fileiras e quatro dragões dourados instalados nos cantos da grade.
Embaixo de cada criatura aparecia COLLECT.
Nada discreto.
Os quatro ficavam agachados com a boca aberta, olhando para o centro como lagartos monumentais informados de que dinheiro fantasma eventualmente passava por ali.
O primeiro Wisp verde chegou com x2.
R$4,00 flutuando no meio da grade.
Nenhum Collect acordou.
O espírito ficou ali.
Quatro dragões cercavam o dinheiro.
Quatro.
Mesmo assim, deixaram o Wisp ir embora.
Era a primeira vez que eu via predadores mitológicos serem derrotados pela técnica avançada de simplesmente atravessar a sala.
Depois apareceram um Wisp azul de x6 e outro verde de x1.
Dessa vez dois Collects pousaram.
Canto superior esquerdo.
Canto inferior direito.
Os dois dragões despertaram.
O primeiro recolheu tudo.
Sete vezes a aposta.
R$14,00.
O segundo olhou para os mesmos dois Wisps, pareceu concluir que a primeira abordagem tinha sido pouco convincente e recolheu exatamente o mesmo valor.
Mais R$14,00.
R$28,00.
Dois fantasmas tinham sido cobrados duas vezes por dois dragões diferentes sem receber sequer um comprovante de existência.
Os Wisps desapareceram.
Os dragões voltaram a ficar imóveis nos cantos.
Nada na expressão deles indicava intenção de dividir.
Foi aí que as garrafas começaram a entrar na história.
Uma Wild apareceu no terceiro rolo e completou uma pequena combinação de escudos.
A vitória era modesta.
Mas a Wild soltou uma gota verde.
Ela subiu.
Entrou na garrafa de Jadelock.
Uma bolinha preenchida.
O ovo não mexeu.
Depois uma Wild mandou gota azul para Frosthowl.
Outra soltou vermelha para Flameburst.
Agora três ovos enormes estavam sendo alimentados por gotas liberadas aleatoriamente por símbolos Wild.
Era uma creche de dragões administrada por conta-gotas.
O verde avançou mais rápido.
Três.
Cinco.
Seis.
O azul continuou quase vazio.
O vermelho parecia ter sido esquecido no fundo do armário de remédios.
Ótimo.
Wisps verdes podiam carregar de x0,5 a x5, os azuis subiam de x6 a x15 e os vermelhos já entravam de x20 até x50.
Não havia motivo para acelerar o dragão cujo fantasma mais barato já chegava cobrando vinte apostas.
Um Collect acordou para um Wisp verde x3.
R$6,00.
Mais tarde, um azul x8 atravessou a grade sem nenhum dragão se mexer.
R$16,00 passeando sozinho diante de quatro criaturas que tinham COLLECT escrito debaixo da cara.
Os quatro deixaram passar.
Aparentemente, não eram caçadores.
Eram decoração ativada por circunstâncias extremamente específicas.
Outra Wild soltou gota verde.
Oito.
Depois:
Nove.
E voltamos para aquela garrafa.
Faltava uma.
Jadelock estava quase pronto.
Frosthowl ainda precisava de muita conversa.
Flameburst parecia ter recebido uma amostra grátis.
Ativei o Win Booster.
Minha aposta-base continuava em R$2,00, mas o custo da rodada subiu para R$3,00. O extra aumentava a chance de Drops, Wisps, Collects e bônus, enquanto qualquer prêmio do bônus continuava baseado na aposta-base.
Eu tinha acabado de pagar mais um real para motivar um ovo.
Nove gotas verdes tinham destruído completamente meus critérios.
Primeira rodada com Booster.
Wisp verde x1,5.
Nenhum Collect.
Foi embora com R$3,00 pendurados no corpo.
Segunda.
Wild.
Nenhuma combinação útil.
Nenhuma gota.
A Wild entrou numa sala com três dragões sedentos e não trouxe bebida.
Terceira.
Wild no segundo rolo.
Escudos conectaram.
A Wild brilhou.
Uma gota verde saiu.
Subiu.
Entrou na garrafa.
Dez.
Jadelock acendeu inteiro.
A poção ficou completa.
O ovo pulsou.
A mensagem mudou indicando que o próximo bônus verde seria boosted.
Frosthowl ficou ao lado com sua garrafa quase vazia.
Flameburst parecia um irmão que tinha chegado no aniversário e descoberto que o outro ganhou uma moto.
Esperei o bônus.
Nada.
Outra rodada.
Wisp verde.
Nada.
Mais uma.
Nada.
Jadelock tinha bebido dez gotas e respondido permanecendo dentro do ovo.
O meter cheio garantia que o próximo bônus correspondente viria melhorado; ainda era preciso um Wisp verde conseguir acordar a criatura.
O dragão estava hidratado.
Agora faltava atender a campainha.
Até que outro Wisp verde apareceu.
x2.
A casca rachou.
Luz verde atravessou a tela.
Jadelock’s Hunt começou.
Três spins.
A grade se abriu para seis colunas e cinco fileiras.
Só que boa parte das duas fileiras superiores estava trancada.
Quadrados escuros.
Fechaduras no teto.
Eu tinha passado a tarde dando poção para um dragão e, quando finalmente entrei no bônus, descobri que ele tinha comprado uma cobertura e perdido as chaves.
Uma Key apareceu quase imediatamente.
Subiu.
Abriu uma célula aleatória.
Uma.
O resto continuou fechado.
Jadelock administrava o andar superior com o mesmo sistema de quem perde o molho de chaves e começa a testar porta por porta.
Cinco Wisps verdes vieram garantidos pelo bônus melhorado.
x0,5.
x1.
x1,5.
x2.
x3.
Oito vezes a aposta-base.
R$16,00 em espíritos verdes presos na grade.
O contador estava em três.
Então chegou uma Crown.
Dourada.
Brilhante.
Cerimonial.
Não foi para a cabeça do dragão.
Não foi para a minha.
Serviu para ensinar o número três a contar até quatro.
O reset aumentou.
Quatro spins.
Milhares de anos de simbolismo real usados para melhorar um contador.
Depois veio o Spell Book.
As páginas abriram.
Luz verde cruzou a grade.
+1.
O multiplicador do bônus foi de x1 para x2.
O livro desapareceu na rodada seguinte.
Um tomo inteiro de magia antiga tinha chegado, melhorado uma operação matemática e ido embora antes que alguém encontrasse o capítulo COMO ABRIR O RESTO DO TETO.
Um Mystery roxo caiu depois.
Abriu.
Orb Multiplier.
x2.
A esfera pulsou.
Todos os Wisps já presos dobraram de valor.
x0,5 virou x1.
x1 virou x2.
x1,5 virou x3.
x2 virou x4.
x3 virou x6.
Os fantasmas não fizeram nada.
Não mudaram de expressão.
Uma bola roxa olhou para todos e decidiu que agora custavam o dobro.
O total bruto de Wisps subiu para x16.
Com o multiplicador do bônus em x2:
R$64,00 já estavam implicados.
Então caiu um Axe.
Claro.
Já existiam dragão, fantasmas, poção, teto trancado, chave, coroa, livro e esfera.
O único departamento ainda vazio era o de ferramentas de corte.
O machado escolheu o Wisp mostrando x4.
Bateu.
O fantasma não morreu.
Nasceu outro ao lado.
x5.
Cortar um espírito naquele lugar produzia um espírito mais caro.
O total bruto foi para x21.
O Axe desapareceu depois.
O Wisp novo ficou.
Era o único machado que eu conhecia capaz de melhorar estoque.
Outro Wisp verde caiu.
x2,5.
Com ele veio um token de olho de dragão.
O olho subiu para o marcador de jackpot.
Um.
Três olhos verdes davam o Mini.
O Mini valia x5.
A animação tratou aquele primeiro globo ocular como se eu tivesse encontrado metade de uma dinastia perdida.
Na prática, ainda faltavam dois olhos para R$10,00.
O contador voltou a quatro.
Mais tarde caiu outro Wisp.
x3,5.
Sem olho.
Depois outro, x4.
Esse trouxe o segundo olho verde.
Dois.
O total bruto agora estava em x31.
Com o multiplicador x2:
R$124,00.
A essa altura, o dinheiro deixou de ser meu principal problema.
Eu queria o terceiro olho.
Havia dois globos oculares de dragão no marcador.
Um dragão inteiro acima da grade.
Um monte de fantasmas verdes.
Uma Crown.
Um Spell Book.
Uma Orb que tinha valorizado os mortos.
Um Axe capaz de fabricar fantasma premium.
E duas fileiras no teto praticamente interditadas.
A próxima rodada não trouxe nada.
Três spins.
Um Mystery vermelho apareceu.
Abriu.
Mais um Wisp verde.
Sem olho.
O contador resetou.
O espírito entrou na coleção, mas emocionalmente já era irrelevante.
Sem globo ocular, era só mais um fantasma tentando participar.
Quatro de novo.
Nada.
Três.
Outra Key.
Subiu para o teto.
Abriu mais uma célula.
Duas abertas.
O bônus tinha distribuído várias chaves mágicas e conseguido a ventilação aproximada de duas claraboias pequenas.
Dois spins.
Nada.
Um.
Os Wisps continuavam presos.
Os dois olhos encaravam o marcador.
A última rodada parou.
Nenhum terceiro olho.
Nenhuma Crown.
Nenhuma Orb.
Nenhum Axe.
Nenhum novo Mystery.
Zero.
O bônus terminou em R$124,00.
Jadelock apareceu sobre a grade envolvido em luz verde.
Chifres enormes.
Escamas blindadas.
Brilho arcano.
O tipo de criatura que deveria sair de uma montanha carregando reinos derrotados nas garras.
Para entregar R$124,00, ele tinha exigido dez gotas de poção, várias rodadas de espera, cinco Wisps garantidos, Crown, Keys, Spell Book, Orb e Axe.
E ainda devolveu dois olhos separados sem explicar de quem eram.
O caminho até a caverna tinha custado um pouco mais.
A feature desapareceu.
A grade original voltou.
Os quatro dragões dourados retomaram seus cantos com COLLECT embaixo da cara.
O medidor verde de Jadelock voltou para zero.
A garrafa azul de Frosthowl continuava com algumas gotas perdidas.
A vermelha de Flameburst praticamente não tinha saído do lugar.
Os três ovos reassumiram posição sobre os rolos.
Dois olhos verdes ficaram faltando companhia.
O terceiro provavelmente continuava no andar de cima, preso atrás de uma das dezenas de células que Jadelock esqueceu de destrancar.
O Scatter de Sticky Fingers Heist vem com delay de sofrimento.
