Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
Elvis apareceu no reel do meio.
Elvis não estava lá.
De novo.
O Collector tinha cabelo de Elvis, roupa de Elvis e a única função importante daquele giro: recolher qualquer Jackpot Coin com Elvis que tivesse aparecido nos lados.
Nada.
Dois giros antes, um Mini tinha passado por ali sem Collector.
Agora o Collector chegava sozinho.
Eu já não estava jogando uma slot de frutas.
Estava tentando marcar um encontro entre Elvis e Elvis.
Comecei com R$280, apostando R$1,50.
A tela inteira brilhava em vermelho e dourado, com o Grand de 500x no alto, o Major de 100x logo abaixo, Minor de 30x e Mini de 15x.
Quatro Elvisses.
Cada um olhando para os reels como se estivesse esperando o próprio show começar.
Nos reels, limões.
Cerejas.
Sinos.
Setes vermelhos.
Coroas.
Esses pelo menos sabiam comparecer.
Três limões se encontravam.
Pagavam.
Cerejas apareciam juntas.
Pagavam.
Até os sinos conseguiam resolver a própria vida sem precisar procurar outra versão do mesmo cantor.
O primeiro Jackpot Coin chegou relativamente cedo.
Mini.
Na minha aposta, R$22,50.
Era um pequeno Elvis carregando vinte e dois reais e cinquenta centavos.
O reel central entregou outra coisa.
Sem Collector.
A moeda subiu.
As luzes piscaram.
O Mini desapareceu.
Segui.
Alguns giros depois, apareceu o Jackpot Elvis Collector.
Sozinho.
Claro.
O sujeito tinha acabado de perder R$22,50 que estavam literalmente carregando o próprio rosto.
Uma linha de cerejas pagou R$3.
Isso foi mais eficiência do que Elvis tinha demonstrado até ali.
Burning Jackpots continuava vermelho o suficiente para iluminar metade de Las Vegas.
O dinheiro era menos ambicioso.
R$1,50.
Nada.
R$3.
Nada.
Uma linha de sinos conseguiu R$4,50.
O Grand continuava lá em cima em 500x.
Eu não precisava dele.
Eu precisava que um Elvis acertasse o horário.
Outro Jackpot Coin apareceu.
Nenhum Collector.
Foi embora.
Depois o Collector voltou.
Nenhuma moeda.
Foi embora também.
A distância entre os dois não era grande.
A grade tinha três reels.
Mesmo assim, aquilo parecia uma turnê internacional.
Por volta do vigésimo giro, parei de olhar primeiro para as frutas.
Se o Collector aparecia no centro, meus olhos iam direto para os lados.
Tem Elvis?
Não.
Próximo.
Se surgia um Jackpot Coin, eu fazia o caminho contrário.
Centro.
Cadê o Elvis?
Também não.
As coroas estavam começando a parecer profissionais.
O saldo passou por R$260.
Depois R$251,50.
Uma pequena linha de setes recuperou R$6.
Elvis não participou.
Mais tarde, outro Jackpot Coin apareceu.
Desta vez:
MINOR.
R$45.
Não havia Collector.
Quarenta e cinco reais com Elvis estampado ficaram alguns segundos na tela enquanto o único Elvis capaz de recolher aquilo estava ausente.
A moeda sumiu.
Dois giros depois, o Collector voltou.
Sem nada.
Pronto.
Não era azar.
Os Elvisses tinham brigado.
Eu continuei em R$1,50.
Não fazia sentido aumentar a aposta.
O problema não era falta de dinheiro entrando nos reels.
Era falta de comunicação entre Elvis.
Uma combinação pequena trouxe R$3.
Depois vieram vazios.
Um sino devolveu R$1,50.
Aos poucos, o vermelho e o dourado do cenário começaram a parecer muito mais rico do que meu saldo.
O Mini Elvis continuava otimista.
O Major parecia importante.
O Grand de 500x parecia alguém que eu provavelmente nunca conheceria.
Tudo bem.
Eu ainda estava tentando resolver o Elvis do meio.
Outro Collector.
Nada.
Outro Jackpot Coin alguns giros depois.
Nada no meio.
Era impressionante.
A slot tinha inventado uma relação extremamente simples.
Prêmio.
Coletor.
Coloque os dois na mesma rodada.
E estava tratando isso como coreografia de palco.
Depois de cinquenta e quatro giros, eu tinha apostado R$81.
Os pequenos pagamentos devolveram R$25,50.
Saldo:
R$224,50.
Cinquenta e cinco reais e cinquenta centavos abaixo do começo.
Paguei mais R$1,50.
R$223 em jogo.
Jackpot Coin.
Mini.
Já conhecia essa parte.
O reel central parou.
Jackpot Elvis Collector.
Elvis tinha encontrado Elvis.
Finalmente.
O terceiro reel assentou.
A tela mudou.
Jackpot Hold & Win.
O Mini ficou preso.
O Collector também.
Sumiram as frutas.
Adeus, limões.
Adeus, cerejas.
Adeus, sinos.
Agora eram espaços vazios, jackpots e Elvis.
Muito melhor.
Os três Respins começaram.
O primeiro não trouxe nada.
Mini continuou ali.
Elvis continuou ali.
No próximo, caiu outro Jackpot Elvis Collector no reel central.
Segundo Elvis.
Travado.
Os Respins voltaram ao máximo.
Eu agora tinha dois Elvisses e um Mini.
Depois de cinquenta e quatro giros tentando colocar um Elvis ao lado de outro Elvis, a slot tinha exagerado na correção.
O problema agora era outro.
Havia Elvis demais para pouco jackpot.
O Mini valia R$22,50.
E cada Collector receberia aquele Mini.
Se o bônus morresse naquele instante, o mesmo prêmio já seria cobrado duas vezes.
R$45.
Aparentemente duplicação de Elvis era perfeitamente permitida.
Outro Respin.
Nada.
Os dois Collectors ficaram ali.
O Mini também.
Mais uma rodada vazia.
Eu queria outro jackpot.
Qualquer um.
Um Minor seria R$45 para cada Elvis.
R$90 no total.
Major?
R$150 para cada um.
O Grand de R$750?
Melhor nem dar ideias aos três reels.
A feature continuou.
Nada.
O contador estava perto do fim quando outro Jackpot Coin finalmente caiu.
MINI.
Outro.
R$22,50.
Respins renovados.
Agora eu tinha dois Minis.
Dois Elvisses.
A situação estava completa.
O primeiro Mini valia R$22,50.
O segundo também.
Somados:
R$45.
Só que Elvis número um queria ambos.
Elvis número dois também.
A slot tinha passado cinquenta e quatro giros incapaz de organizar um encontro.
Agora todo mundo tinha aparecido na mesma festa e ninguém pretendia dividir o pagamento.
O Grand podia continuar brilhando lá em cima.
Não precisava.
O Major podia ficar verde.
O Minor já tinha desperdiçado sua chance no jogo base.
Os dois Minis bastavam.
Vieram mais Respins.
Nenhum jackpot novo.
Outro vazio.
Os dois Collectors imóveis.
Os dois Minis imóveis.
Eu comecei a querer um Minor apenas para testar até onde esse absurdo podia ir.
Não veio.
A feature já tinha escolhido a piada.
Dois Minis.
Dois Elvisses.
Fim.
O último Respin não trouxe nada.
Começou a coleta.
Primeiro Elvis pegou o primeiro Mini.
R$22,50.
Depois o segundo.
Mais R$22,50.
R$45 para Elvis número um.
Então o outro Elvis fez exatamente a mesma coisa.
Primeiro Mini:
R$22,50.
Segundo Mini:
R$22,50.
Mais R$45.
Total da feature:
R$90.
Fiquei olhando o valor terminar de contar.
Noventa reais.
Não por um Grand.
Não por Major.
Nem pelo Minor de R$45 que tinha passado pelo jogo base sem Collector.
Dois Minis.
Cobrados por dois Elvisses.
O menor jackpot da tela tinha acabado de salvar a sessão porque havia cópias suficientes do Rei para cobrar tudo em duplicidade.
Saldo:
R$313.
Trinta e três reais acima dos R$280 iniciais.
O Grand de 500x continuava no alto.
Parecia um pouco desnecessário.
Eu tinha conseguido lucro com quatro cobranças de Mini feitas por duas versões de Elvis Presley.
Voltei ao jogo base.
Mesma aposta.
R$1,50.
Primeiro giro:
limões.
Nada.
Depois uma linha devolveu R$1,50.
Então outro Jackpot Coin apareceu.
Mini.
Olhei para o meio.
Nenhum Collector.
Perfeito.
A normalidade tinha voltado.
Pouco depois, o Collector apareceu.
Sozinho.
Sim.
O bônus não tinha resolvido o relacionamento.
Tinha sido apenas um raro momento em que todos os Elvisses chegaram no mesmo horário.
Continuei por mais alguns giros.
Cerejas pagaram R$3.
Uma coroa ajudou em R$4,50.
Depois vieram vários vazios.
R$307.
R$304.
Uma linha de setes trouxe R$3.
Outro Collector surgiu no centro sem jackpot nenhum ao lado.
Dessa vez eu deixei.
Ele já tinha trabalhado.
Duas cópias daquele sujeito tinham conseguido R$90 com dois Minis.
Não precisava provar mais nada.
Nos vinte giros após a feature, saíram R$30.
Voltaram R$12.
Saldo final:
R$295.
Comecei com R$280.
Terminei com R$295.
R$15 de lucro.
Parei.
Na última tela havia frutas, um sino e o Jackpot Elvis Collector no meio.
Nenhum Jackpot Coin.
Depois de uma sessão inteira, Elvis tinha voltado a perder Elvis.
Dessa vez, deixei o Rei esperando.
Tinkerbot entregou 0,1x e chamou de “vitória moral.”
