Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O maior clarão da noite iluminou um salão onde ninguém estava dançando.
No alto da última Rodada da Fortuna, três multiplicadores abriram as luzes do palácio.
Um x10.
Outro x10.
Mais x5.
Vinte e cinco vezes a aposta brilhavam sobre os rolos, refletidas nas nuvens cor-de-rosa, nas molduras douradas e em cada escama verde do dragão.
Embaixo, porém, a tesouraria tinha montado uma exposição de objetos que se recusavam a se conhecer.
Uma tigela de ouro.
Moedas antigas separadas.
Um envelope vermelho.
Um pergaminho azul.
Um nó infinito ocupando o centro com a firmeza de quem tinha amarrado qualquer possibilidade de vitória.
Fortune Dragon se pendurou na estrutura dos multiplicadores e abriu os braços.
Crina laranja.
Chifres vermelhos.
Olhos arregalados.
Dentes suficientes para desmontar a instalação elétrica sem ferramenta.
Ele apontou para o x25.
Depois apontou para os símbolos.
Nada se alinhou.
O dragão rugiu para a tigela.
A tigela continuou sendo tigela.
Berrou para o pergaminho.
O pergaminho recusou uma carreira como envelope.
Tentou intimidar o nó.
O nó já tinha compromisso com a eternidade e não pretendia mudar de profissão por causa de um réptil iluminado.
A última rodada terminou.
O x25 apagou sem tocar em prêmio algum.
Foi ali que parei de fingir que o dragão entendia eletricidade.
Ele apenas gostava quando ela fazia barulho.
Eu vinha observando a esfera de multiplicadores instalada embaixo dos três rolos desde a primeira rodada.
Do lado de cá da tela, o mecanismo parecia quase cerimonial.
Fios de jade.
Moldura dourada.
Nuvens acesas.
Uma superfície prateada girando lentamente sob a tesouraria.
Fortune Dragon tratava tudo aquilo como extensão do próprio corpo.
O palácio flutuava numa noite roxa, cercado por nuvens cor-de-rosa e detalhes dourados. Moedas passavam pelo ar com furos quadrados no centro. Envelopes vermelhos cruzavam as colunas. A esfera prateada lançava pequenos reflexos pelo chão enquanto o dragão observava de perto demais.
A cada volta, ele seguia o próprio reflexo com os olhos.
Quando aparecia x2, esticava o pescoço.
No x5, aproximava os dentes.
No x10, começava a salivar.
Entrei com R$2,00 por rodada.
Os cinco caminhos do palácio começaram a receber a mobília da prosperidade.
Moedas antigas rolavam pelas fileiras.
Lanternas vermelhas entravam com franjas suficientes para se enroscar antes de atravessar o segundo rolo.
Tigelas douradas chegavam cheias de moedas menores.
Envelopes permaneciam em pé.
Pergaminhos azuis passavam fechados, guardando alguma informação importante que ninguém na dinastia parecia disposto a ler.
Os nós infinitos ocupavam o restante do espaço, torcidos em formas cerimoniais que naquela noite significavam principalmente que o terceiro símbolo não tinha vindo.
O Wild era o próprio dragão.
Quando moedas chegavam até ele, Fortune Dragon virava riqueza.
Entre lanternas, tornava-se iluminação festiva com dentes.
Dois envelopes encontravam o Wild e, por alguns segundos, uma criatura ancestral passava a exercer função de correspondência oficial.
A linha pagava.
Ele voltava à forma normal com uma expressão ofendida, como se o papel tivesse diminuído a reputação da espécie.
Embaixo dos rolos, a esfera continuava tentando participar.
Às vezes girava e não mostrava nada.
Só prata.
Nuvens.
Um reflexo distorcido do dragão esperando recompensa por ter assistido.
Em outras, aparecia x2, x5 ou x10, pronto para multiplicar qualquer vitória formada acima.
O problema era a parte de cima.
O x5 acendia sob uma lanterna, um nó e uma tigela.
O x10 aparecia enquanto os rolos organizavam moedas à esquerda, pergaminhos no meio e envelopes à direita.
A instalação entregava iluminação de gala para um depósito sem convidados.
Fortune Dragon começou a culpar a esfera.
Bateu nela com uma unha.
Soprou sobre o x2.
Encostou os dentes no aro quando apareceu x10.
O fio de jade recuou antes da mordida.
Ele acompanhou o cabo com os olhos como se o próprio palácio tivesse desligado a prosperidade por capricho.
Uma vez, o x5 finalmente encontrou trabalho.
Lanternas atravessaram o caminho correto com o Wild no meio. O dragão surgiu entre elas, abriu a boca e virou parte da iluminação.
A linha acendeu.
O multiplicador subiu da esfera.
Cinco vezes o valor atravessaram o salão.
Ouro passou pelas colunas.
Fortune Dragon rugiu como se tivesse instalado cada lâmpada, alinhado cada lanterna e inventado o número cinco.
Na prática, tinha ficado parado dentro da combinação e quase mordido um cabo depois.
O palácio considerou isso liderança.
Aquela vitória segurou um pouco a queda, mas não mudou sua direção.
A Aposta Base virou uma discussão longa entre a tesouraria e o sistema elétrico.
Quando as tigelas se encontravam, a esfera ficava apagada.
Quando o x10 aparecia, os rolos montavam uma feira de antiguidades incompatíveis.
Moedas fechavam caminhos no escuro.
Lanternas recebiam clarão quando estavam separadas.
O dragão começou a andar em volta do mecanismo com a certeza crescente de que mais luz resolveria qualquer problema.
Então resolveu assumir o equipamento.
Os rolos ainda giravam quando ele mergulhou.
O corpo comprido envolveu a esfera.
A cauda bateu nos controles das nuvens.
Uma descarga correu pelos bigodes.
A esfera saiu da base do palácio, subiu por trás dos rolos e se abriu numa estrutura larga de luz dourada.
Fortune Dragon escalou junto.
As paredes roxas recuaram.
As nuvens viraram fumaça de pista.
Um grande oito apareceu no centro.
Oito Rodadas da Fortuna.
Em cada uma, a estrutura expandida entregaria dois ou três multiplicadores acima dos rolos.
A tesouraria ancestral tinha virado uma boate.
O DJ era um dragão sem noção de volume.
O painel já não respondia a ninguém.
O primeiro grupo útil apareceu sob x4.
Moedas antigas fecharam um caminho pelo centro.
Os furos quadrados ganharam luz roxa.
O multiplicador desceu.
A vitória cresceu.
Fortune Dragon atravessou a estrutura de cabeça para baixo, chutando as nuvens com as patas traseiras como se tivesse ensinado as moedas a combinar.
Depois veio x7.
Um x5 e um x2 brilhavam juntos enquanto envelopes vermelhos encontraram o Wild no caminho.
Os envelopes abriram.
Notas douradas voaram pela sala.
O dragão apareceu duas vezes ao mesmo tempo: uma versão dentro dos rolos, substituindo o símbolo, e outra pendurada sobre os multiplicadores, comemorando o próprio rosto.
Havia dragão suficiente naquela parte do palácio para tornar qualquer seguro completamente inútil.
As oito rodadas deixaram de parecer eventos separados.
Viraram uma única festa comprida em que o sistema de luz jogava multiplicação sobre tudo e Fortune Dragon celebrava antes de verificar se alguém tinha ganhado.
Lanternas se encontravam sob valores modestos.
Moedas recebiam outro par.
Tigelas conseguiam atravessar o Wild.
Alguns multiplicadores tinham utilidade.
Outros iluminavam móveis.
O dragão não fazia distinção.
x2 recebia rugido.
x5 recebia dança.
x10 fazia o animal se pendurar pelo rabo na estrutura.
Uma rodada morta sob vários multiplicadores também ganhava espetáculo completo.
Ele não tinha confundido vitória com derrota.
Só tinha decidido que o clarão era o pagamento.
A maior montagem do meio do bônus chegou a x17.
Um x5, um x10 e um x2 abriram de uma vez.
A crina do dragão se levantou.
As nuvens ficaram douradas.
O teto do palácio pareceu pronto para descer sobre a festa.
Nos rolos, porém, havia objetos suficientes para abrir uma loja e nenhuma combinação vencedora.
Lanterna, nó e moeda à esquerda.
Tigela, pergaminho e outro nó no centro.
Envelope, lanterna e o Wild do dragão na direita, tão distante do início do caminho que só poderia ajudar por intervenção divina ou reforma completa da geometria.
Fortune Dragon apontou para o próprio Wild.
Depois apontou para uma lanterna do outro lado.
Fez um gesto largo com as duas patas, claramente propondo uma linha nova que atravessava o palácio segundo autoridade pessoal.
Os rolos recusaram.
O x17 sumiu.
O dragão mordeu a estrutura.
Uma nuvem piscou.
Do lado de cá da tela, abandonei qualquer tentativa de encontrar lógica na proposta.
Alguns dragões cospem fogo.
Aquele cuspia recurso.
Ainda vieram pagamentos menores.
Moedas encontraram multiplicadores mais modestos.
Lanternas fecharam outro caminho.
Uma linha de tigelas atravessou o Wild e recebeu luz suficiente para empurrar o total do bônus até 39x.
Com R$2,00 por rodada, as Rodadas da Fortuna devolveram R$78,00.
Não era vazio.
Também não resolvia o estrago anterior.
Fortune Dragon não sabia disso.
Continuava correndo pela estrutura com o comportamento de quem considerava todos os multiplicadores exibidos parte do patrimônio pessoal, mesmo os que não tinham encostado em vitória alguma.
A última rodada começou.
Dois x10 e um x5 acenderam juntos.
x25 de iluminação.
Uma linha inteira de possibilidades no teto.
Um showroom de objetos sem parentes no chão.
A tigela ficou isolada.
As moedas se separaram.
O envelope olhou para o pergaminho.
O nó infinito amarrou o centro da tela e permaneceu ali, firme, como se tivesse sido contratado para impedir qualquer final feliz.
Fortune Dragon gritou.
Nada aconteceu.
O x25 desapareceu.
As oito Rodadas da Fortuna terminaram em 39x.
A estrutura dourada fechou.
A esfera voltou para baixo dos rolos.
As nuvens retomaram posição.
A tesouraria acendeu as luzes normais.
Eu estava claramente atrás.
O dragão desceu e parou ao lado da esfera.
Olhou para o globo espelhado.
Depois para o cabo.
Depois para os rolos.
Fiz uma última rodada.
Duas moedas pousaram separadas.
Uma lanterna ocupou o centro.
A esfera revelou x10.
Fortune Dragon viu o número brilhando sob outra formação morta.
Abriu a boca devagar.
Antes que os dentes alcançassem o fio de jade, a esfera apagou sozinha.
O dragão ficou imóvel por um instante.
Depois arrancou o globo do suporte.
Era quase do tamanho do peito dele, coberto por símbolos de nuvem e pelos últimos reflexos dourados do palácio.
Colocou debaixo de um braço.
O fio ficou arrastando atrás, funcionando como uma segunda cauda cerimonial.
Fortune Dragon atravessou o portão roxo levando o sistema de iluminação inteiro.
As moedas flutuantes foram atrás.
Os envelopes vermelhos seguiram.
As nuvens também.
Até o reflexo do último x25 deslizou pelo chão e saiu junto com ele.
Fechei o jogo enquanto a tesouraria escurecia.
O palácio dizia que a riqueza vinha atrás quando Fortune Dragon chegava.
Era verdade.
Ela também foi atrás quando ele saiu.
Todo multiplicador de Big Bass Hold & Spinner Megaways vem com culpa embutida.

