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R$122,20 estavam brilhando embaixo dos rolos.

Smokey estava à direita com uma garrafa de champanhe na mão.

O detalhe importante era que ele praticamente não tinha feito nada.

Topete loiro.

Bigode perfeitamente enrolado.

Paletó preto de lantejoula.

Luvas brancas.

Uma sobrancelha baixa e aquele sorriso permanente de guaxinim que descobriu área VIP e decidiu que nunca mais pisaria pessoalmente numa lixeira.

Atrás dele, o Le Clubber continuava aceso em azul e roxo.

Garrafas nas prateleiras.

Uma coroa de neon no bar.

A entrada VIP aberta à direita.

No centro, vários quadrados da grade ainda brilhavam depois que um arco-íris tinha transformado uma rodada de R$2,00 numa apreensão patrimonial feita por objetos de festa.

Smokey sorriu.

Claro que sorriu.

O estabelecimento era dele.

A noite tinha começado com muito menos ouro e muito mais óculos cor-de-rosa.

A grade abriu em seis rolos e cinco fileiras.

Cartões VIP.

Controladores de DJ.

Champanhe.

Óculos.

Disco ball.

Letras.

Smokey ficou do lado de fora dos rolos, vestido como se tivesse inventado a balada de sábado e ainda cobrasse royalties de cada pessoa que chegasse depois das onze.

Escolhi R$2,00.

Cinco Ks se conectaram.

Sumiram.

Novos símbolos caíram.

R$0,20.

O clube piscou em roxo.

Smokey levantou levemente a garrafa.

Vinte centavos tinham acabado de receber tratamento de camarote.

Algumas rodadas depois, seis pares de óculos rosas se juntaram pela grade.

Explodiram.

Os quadrados onde estavam ficaram marcados em dourado.

Depois disso, nada.

Nenhum Rainbow.

Fim da rodada.

Os óculos tinham saído da pista e deixado reserva de mesa no chão.

Na rodada seguinte, tudo voltou ao normal.

Piso limpo.

Novos convidados.

Smokey já tinha apagado qualquer vestígio da confusão anterior.

Dois símbolos FS apareceram.

Um no alto à esquerda.

Outro perto do canto inferior direito.

Entre eles, uma garrafa de champanhe.

Nada do terceiro FS.

Os dois desapareceram quando a rodada acabou.

O champanhe ficou.

Isso se repetiu.

Dois FS.

Depois um.

Depois dois de novo.

O Le Clubber passava a noite inteira montando quase toda a lista de convidados e se recusando a divulgar o endereço da festa.

Enquanto isso, os clusters comuns continuavam trabalhando.

Controladores de DJ.

Cartões VIP.

Óculos.

Em certo momento, cinco garrafas de champanhe se conectaram e desapareceram por R$0,60.

Uma vitória dentro de uma balada tinha acabado de remover as bebidas.

Operacionalmente, era uma escolha ousada.

O botão de Comprar Bônus permanecia no canto.

Ignorei.

Smokey tinha bar próprio, entrada VIP, coroa de neon e bolsos suficientes naquele paletó para financiar várias decisões ruins sem a minha ajuda.

O saldo foi descendo aos poucos.

Então chegou a rodada de R$2,00.

Oito pares de óculos rosas se conectaram pela metade inferior da grade.

Não em linha elegante.

Espalhados em quadrados adjacentes, como se oito pessoas tivessem tirado os óculos exatamente no instante em que alguém aumentou a iluminação para nível interrogatório.

R$1,40.

Os óculos desapareceram.

Os quadrados atrás deles ficaram dourados.

Novos símbolos caíram.

Cartões VIP ocuparam os espaços vazios.

Seis se conectaram.

MEMBERS ONLY.

Retângulos roxos atravessaram a pista.

Mais R$0,80.

Os cartões sumiram.

Outros quadrados ficaram marcados.

Agora havia onze posições douradas espalhadas pela grade.

Onze pedaços do chão tinham recebido acesso VIP.

Os convidados responsáveis já tinham ido embora.

Novos símbolos caíram.

Nenhuma terceira vitória.

Então apareceu o Rainbow.

No centro.

Colorido.

Alegre.

Completamente fora de contexto dentro de uma boate administrada por um guaxinim de bigode que provavelmente cobraria consumação mínima do próprio arco-íris.

A cascata tinha terminado.

O Rainbow começou a trabalhar.

Todos os quadrados marcados se abriram.

Os símbolos normais nessas posições desapareceram.

Por baixo deles surgiram moedas.

Bronze.

Prata.

Ouro.

Um Four-Leaf Clover.

E um Bucket of Gold.

A pista tinha passado a sessão inteira fingindo que a economia local era baseada em óculos escuros.

O dinheiro estava escondido embaixo do chão.

Uma moeda Bronze mostrou x1.

Outra, x2.

Uma Silver Coin veio com x5.

Outra carregava x10.

A Gold Coin marcou x25.

Quarenta e três vezes a aposta já estavam espalhadas pela pista.

Então o Clover acordou.

Ele estava ao lado da moeda de prata x5.

As folhas giraram.

x2.

A moeda x5 virou x10.

Agora eram quarenta e oito vezes a aposta.

Smokey continuava praticamente imóvel.

Só assistia.

Um trevo tinha acabado de dobrar dinheiro embaixo do piso da balada enquanto ele segurava champanhe com a tranquilidade de quem considerava isso parte normal da noite.

Depois chegou a vez do Bucket.

Branco.

Dourado.

Cheio até a borda de moedas.

O balde começou a recolher os valores.

x1.

x2.

x10.

x10.

x25.

Quarenta e oito.

O total armazenado dentro dele ficou em x48.

A coisa mais produtiva dentro do Le Clubber era agora um balde.

Não o DJ.

Não o champanhe.

Não o cartão VIP.

Não Smokey.

Um balde.

Quando terminou de recolher, os outros quadrados marcados se abriram novamente.

As moedas anteriores desapareceram dessas posições.

Novos valores foram revelados.

Bronze x1.

Bronze x2.

Bronze x4.

Prata x5.

Nenhum Clover novo.

Nenhum segundo Bucket.

Mais x12 em moedas soltas.

O Bucket continuava guardando x48.

A sequência finalmente parou.

No fim da rodada, as moedas atuais e o valor armazenado no balde foram somados.

x12 espalhados pela pista.

x48 dentro do Bucket.

x60.

R$120,00.

Somando os R$1,40 dos óculos e os R$0,80 dos cartões VIP que tinham começado a confusão:

R$122,20.

Smokey tinha transformado oito pares de óculos e seis cartões de associado numa espécie de cofre de pista operado por arco-íris.

A disco ball não ajudou.

O champanhe continuou fechado.

O controlador de DJ perdeu a operação inteira.

Um balde tinha superado toda a equipe de entretenimento.

As moedas atravessaram a tela.

Smokey levantou a garrafa.

As pontas do bigode pareciam ainda mais enroladas.

Ele tinha exatamente a expressão de um guaxinim que acabou de ver um trevo multiplicar prata e já estava pronto para assumir o crédito pela atmosfera.

A grade seguinte apareceu.

Um símbolo FS.

Um cartão VIP.

Dois controladores de DJ.

Óculos rosas.

Champanhe.

A balada já estava reconstruindo a lista de convidados.

Os R$122,20 ficaram comigo.

Smokey podia ficar com a garrafa, o Rainbow e todo mundo no camarote que ainda achava que óculos escuros eram moeda corrente.

Pisquei durante o multiplicador de Book of Sakura e acordei em outro país.

🔥 Alteração não aprovada. Apenas aconteceu.
24/08/2026 10:03:17