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A corda de veludo passou o primeiro giro inteiro sem se mexer.

Isso parecia uma informação inútil.

Meia hora depois, eu já estava tratando aquela corda como se ela tivesse autoridade para decidir o destino de qualquer pessoa que aparecesse na tela.

Lucky Vixen Club abriu em neon roxo, com uma mulher de vestido vermelho ao lado dos rolos, taças, batom, salto alto e uma quantidade de champanhe suficiente para deixar claro que ninguém ali tinha vindo buscar silêncio.

Coloquei R$ 400,00 de saldo e deixei a aposta em R$ 2,50.

O primeiro giro entregou duas taças sem conexão.

Ninguém entrou.

No segundo, três saltos vermelhos atravessaram a parte esquerda e pagaram R$ 3,50.

Acima dos rolos, uma pulseirinha dourada acendeu.

A mulher olhou para cima.

A corda permaneceu fechada.

Uma pulseira.

Quatro espaços.

Eu aparentemente tinha começado uma Lista VIP através de calçados.

O terceiro giro trouxe batom, champanhe e um letreiro roxo em forma de raposa que ocupou espaço suficiente para parecer importante e retornou exatamente nada.

No quarto, três taças pagaram R$ 2,50.

A segunda pulseira acendeu.

A corda continuou absolutamente imóvel.

No quinto giro, a própria Vixen apareceu sozinha no último rolo.

Não ganhou nada.

Também não recebeu pulseira.

A mulher que dava nome ao clube havia comparecido pessoalmente e falhado na entrada.

O sexto giro trouxe três cabeças de raposa em neon.

A música abaixou.

O fundo escureceu.

E, finalmente, a corda abriu.

AFTER HOURS.

Oito Rodadas Grátis.

A primeira pessoa admitida no Lucky Vixen Club fui eu, graças a três raposas luminosas, enquanto a proprietária aparente do lugar ainda tinha duas pulseiras faltando.

A primeira rodada grátis morreu inteira.

Na segunda, batons pagaram R$ 3,00.

Na terceira, uma Vixen caiu no meio da tela, ficou isolada e foi embora sem produzir nada.

Sem pulseira.

A administração da porta continuava se recusando a reconhecer a própria mulher que estava desenhada em tudo.

Na quarta rodada, as taças de champanhe finalmente se organizaram.

R$ 7,50.

Terceira pulseira.

Agora só havia um espaço apagado.

A partir dali, o valor acumulado na parte de baixo da tela perdeu prioridade.

Eu tinha três pulseiras acesas e uma corda fechada.

Era aquilo.

Na quinta rodada, nada.

Na sexta, R$ 3,50 através de um grupo de símbolos menores.

A Vixen não apareceu.

Na sétima, a tela recebeu sapatos, coquetéis e duas raposas, todos aparentemente convidados para festas diferentes.

Nenhuma combinação.

Restava uma rodada.

Três pulseiras continuavam brilhando.

O quarto espaço parecia um pequeno buraco preto acima dos rolos.

A rodada final começou.

Vixen no primeiro rolo.

Dois saltos vermelhos.

Outra Vixen no terceiro.

A linha fechou.

A quarta pulseira acendeu.

A corda abriu com uma cerimônia completamente desproporcional ao fato de aquela mulher estar há oito rodadas tentando entrar no próprio clube.

HEADLINER.

A Vixen do terceiro rolo cresceu até ocupar a coluna inteira.

Quatro versões dela ficaram empilhadas.

Os sapatos conectaram.

As taças encontraram caminho.

Até as raposas roxas, que vinham passando a noite fazendo presença sem propósito, descobriram que estavam na lista.

O giro final das Rodadas Grátis pagou R$ 17,50.

O bônus terminou em R$ 31,50.

Não era nenhum saqueio histórico da noite carioca.

Mas uma questão havia sido resolvida.

A Lista VIP funcionava.

Esse conhecimento foi um problema.

De volta ao jogo base, as quatro pulseiras desapareceram.

A corda fechou.

A Vixen voltou para o lado dos rolos com a mesma expressão de quem jamais tinha acabado de passar por um processo de admissão no próprio estabelecimento.

Continuei nos R$ 2,50.

Uma vitória com ela acendeu a primeira pulseira quase imediatamente.

Depois disso, o clube ficou seletivo outra vez.

Champanhe caiu ao lado de taças sem formar nada.

Um salto apareceu no primeiro rolo e outro no último, como se tivessem chegado em táxis diferentes e se recusassem a conversar.

As raposas neon continuaram entrando em grupos pequenos demais para pagar.

A própria Vixen surgia com frequência suficiente para manter a corda relevante, mas quase sempre parava em lugares onde não completava linha nenhuma.

Quatorze giros passaram.

Os pequenos pagamentos somaram R$ 14,50.

Duas pulseiras estavam acesas.

Em outro giro, três batons atravessaram o meio da tela.

R$ 6,00.

Terceira pulseira.

A corda permaneceu fechada.

Um espaço apagado.

De novo.

Eu já não precisava acompanhar o restante da tela com muito cuidado.

O saldo estava ali.

Os símbolos estavam ali.

Mas aquela última pulseira tinha transformado o topo dos rolos na parte mais importante de toda a boate.

Cinco giros seguintes devolveram R$ 8,00.

Nenhuma vitória com a Vixen.

No próximo, ela apareceu no segundo rolo ao lado de uma pilha de champanhe.

Nada conectou.

Ela saiu.

Pulseira preta.

Outro giro trouxe saltos e pagou R$ 5,00.

Ainda nada.

No total, aqueles 28 giros tinham devolvido R$ 33,50.

O saldo estava em R$ 386,00.

Três pulseiras brilhavam.

A quarta continuava apagada.

Apertei mais uma vez.

Uma Vixen caiu no primeiro rolo.

Outra no quarto.

Entre elas apareceram taças e um batom.

A princípio, parecia uma combinação condenada.

Então o terceiro rolo parou.

Velvet Rope Wild.

Uma corda vermelha entre dois postes dourados.

Literalmente uma corda de boate transformada em Wild.

Ela completou a linha.

A quarta pulseira acendeu.

HEADLINER.

A Vixen do primeiro rolo ocupou a coluna inteira.

A corda Wild se abriu também, esticando a conexão para outro espaço.

Os rolos recalcularam.

Mais Vixens passaram a fazer parte da vitória.

As taças entraram.

Os saltos vermelhos atravessaram a parte de baixo.

Em poucos segundos, o clube inteiro tinha se transformado numa reunião de mulheres de vermelho, sapatos dourados e barreiras de acesso que aparentemente tinham decidido parar de impedir pessoas e começar a pagar por elas.

R$ 70,00.

Ali estava o pico.

Não havia raio.

Não havia pescador.

Não havia baú explodindo.

Não havia porco recolhendo moeda.

Não havia urso, demônio ou deus interferindo no assunto.

Uma mulher simplesmente conseguiu pulseiras suficientes para virar quatro mulheres, enquanto uma corda de veludo cresceu de lado e liberou R$ 70,00.

O saldo foi para R$ 453,50.

Mantive os R$ 2,50.

Aumentar a aposta naquele momento significaria fingir que eu entendia como funcionava a porta.

A Lista VIP zerou novamente.

Dei mais oito giros.

Uma pulseira voltou a acender.

Os pequenos retornos somaram R$ 9,00.

Houve ainda uma sequência em que três garrafas de champanhe pagaram menos do que um grupo de saltos vermelhos pouco antes.

A casa aparentemente valorizava calçados acima de bebida.

Alguém tinha prioridades.

No oitavo giro, duas Vixens ficaram presas em pontas opostas da tela.

Nenhuma linha.

Uma única pulseira continuava acesa.

Aquilo já servia como ponto final.

Então veio mais um giro.

Um símbolo de pulseira VIP caiu no primeiro rolo.

Era a primeira vez na sessão inteira que a pulseira propriamente dita aparecia como símbolo normal.

Ao lado dela, três saltos vermelhos.

No centro, outra Velvet Rope Wild.

A linha pagou R$ 20,00.

Sem Headliner.

Sem quarta pulseira.

Sem novo bônus.

Só uma pulseira verdadeira pagando dinheiro depois de eu passar boa parte da sessão observando quatro versões minúsculas dela acima dos rolos.

O saldo parou em R$ 460,00.

A próxima rodada ficou intacta.

O neon roxo voltou ao normal.

A mulher de vermelho permaneceu ao lado dos rolos.

A corda estava fechada.

Lá em cima, uma pulseira recém-acesa esperava sozinha.

Não havia ninguém diante da corda.

Também não havia ninguém atrás dela.

O Lucky Vixen Club já tinha começado uma Lista VIP para uma pessoa que ainda nem havia chegado.

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