Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
A primeira mensagem no rádio veio de dentro do cofre.
— Entramos.
Depois, silêncio.
Metal raspando pedra.
Vidro quebrando.
Alguma coisa enorme descendo por uma escadaria onde claramente não cabia.
A voz voltou.
— Alguém pediu um lustre?
Eu estava na van de fuga, motor ligado, três compartimentos de saque vazios atrás do banco e nenhuma lembrança de um lustre no plano.
O banco ocupava seis rolos dentro de um salão de fantasia com colunas douradas, javalis esculpidos em mármore e uma porta de cofre alta o suficiente para ter clima próprio.
O lustre atravessou uma janela do segundo andar.
Caiu na calçada.
Um cristal rolou até parar debaixo da van.
O porco Brucutu apareceu na janela usando máscara preta, casaco vermelho e a satisfação profissional de quem tinha removido o primeiro objeto ao alcance do pé de cabra.
— Isso não é dinheiro — falei no rádio.
— Estava pendurado em cima do dinheiro.
A transmissão cortou.
Piggy Heist II tinha começado.
Acima dos rolos ficavam os retratos da equipe.
O Hacker usava óculos verdes e segurava uma varinha enrolada em fios.
O Brucutu carregava o pé de cabra.
O Piloto estava de capacete amarelo dentro do banco, primeira evidência de que o código de trânsito tinha abandonado a operação antes dos criminosos.
Um medidor de alarme passava sobre os três.
Verde.
Amarelo.
Vermelho.
Entrei com R$2,00 por rodada.
As primeiras conexões vieram de chaves douradas e notas com pequenas asas.
Algumas cédulas se juntaram por R$4,00.
Uma fileira de chaves trouxe R$6,00.
Uma nota tentou sair voando depois do pagamento e bateu no teto da própria moldura.
O Hacker foi o primeiro a comunicar serviço concluído.
— Câmeras desligadas.
Luz verde atravessou os rolos.
Três símbolos de olho de segurança piscaram.
O porco pousou acima do segundo reel, levantou a varinha improvisada e soltou uma descarga.
Os olhos viraram Wilds.
Uma rota de chaves atravessou dois deles e pagou R$12,00.
O medidor de alarme recuou.
A câmera verdadeira, presa na parede ao fundo, girou na direção do Hacker.
Continuava funcionando.
— A câmera ainda está ligada.
— Essa é decorativa.
A câmera acompanhou o porco transformar símbolos de vigilância em Wilds e registrou tudo em alta definição.
Ele se escondeu atrás de uma coluna.
O Brucutu apareceu quando três Cofres Fechados estavam espalhados pela parte inferior.
Levantou o pé de cabra.
O primeiro abriu em 2x.
O segundo mostrou 5x.
O terceiro revelou 15x.
R$44,00 ficaram expostos nos rolos.
O Piloto não estava presente.
Nada recolheu os valores.
O Brucutu ficou no meio dos cofres abertos, peito para fora, ferramenta no ombro, esperando aplausos do setor responsável por mostrar dinheiro e abandoná-lo em seguida.
A rodada terminou.
Os três prêmios sumiram.
— Cadê o Piloto? — perguntou.
Uma buzina de scooter tocou no rádio.
— Do lado de fora.
— Eu estou do lado de fora.
— Do outro lado de fora.
O Piloto tinha estacionado em algum lugar debaixo do banco.
Quando finalmente trabalhou, havia três valores soltos na mesma fileira.
1x.
2x.
3x.
Ele entrou pela direita numa scooter dourada, atravessou os rolos e puxou tudo para o compartimento da van.
R$12,00.
O veículo desenhado atrás da grade balançou uma vez.
O porco fez continência.
Duas fileiras acima, um Cofre da Coroa continuou fechado e brilhando.
Ele tinha recolhido o troco e deixado o objeto fortificado porque a scooter aparentemente não possuía marcha a ré.
Foi assim que a primeira parte do assalto funcionou.
O Hacker chegava quando quase nada precisava ser protegido.
O Brucutu abria cofres enquanto o Piloto visitava outro endereço.
O Piloto recolhia valores pequenos de rotas perfeitamente acessíveis e tratava qualquer prêmio maior como responsabilidade de um colega que já tinha saído para almoçar.
O alarme subia devagar.
Os três retratos piscavam separadamente.
Verde.
Vermelho.
Amarelo.
Nunca juntos.
O banco estava sendo roubado por três profissionais que tinham recebido versões diferentes do plano e se recusavam a comparar porque isso poderia virar reunião.
Duas Plantas Scatter apareceram nas pontas dos rolos.
Pergaminhos abertos.
Marcas vermelhas.
Um desenho do cofre.
Faltava a terceira.
Os rolos do meio desaceleraram.
Outra planta passou atrás de uma nota voadora.
No lugar dela parou uma corda de veludo.
Os dois mapas ficaram abertos no chão.
O Brucutu pegou um e virou de cabeça para baixo.
O Piloto examinou o outro.
— Isso aqui é a padaria.
O Hacker girou o próprio papel.
— Agora é o banco.
Nenhuma Rodada Grátis abriu.
Os pergaminhos se enrolaram.
A corda de veludo permaneceu inútil.
A equipe continuou o golpe usando memória, arquitetura e cheiro de dinheiro.
A primeira sequência realmente coordenada aconteceu por acidente.
O Hacker apareceu e transformou uma faixa de olhos de segurança em Wilds.
O alarme voltou para o verde.
O Brucutu aproveitou a abertura e arrebentou dois cofres ao lado da rota.
4x.
10x.
Antes que os valores desaparecessem, o Piloto entrou pela fileira correta.
Os dois prêmios voaram para a van.
As chaves douradas atravessaram os Wilds.
Os três retratos acenderam ao mesmo tempo.
GOLPE PERFEITO.
Ninguém tinha combinado.
O Hacker ainda encarava a câmera que continuava gravando.
O Brucutu tinha acertado um cofre duas vezes e uma estátua de javali uma vez.
O Piloto saiu com metade da corda de isolamento enrolada na roda traseira.
Mesmo assim, o dinheiro chegou ao veículo.
O alarme desceu.
O prédio continuou quase inteiro.
Para aquela equipe, já era coreografia.
As três Plantas Scatter vieram bem mais tarde.
Uma em cada ponta.
Outra no centro.
Os mapas se abriram sobre os rolos e formaram um desenho completo.
O primeiro mostrava a entrada.
O segundo, o cofre.
O terceiro, o túnel de fuga.
Cada um usava um norte diferente.
Os porcos ficaram olhando.
O Piloto dobrou a planta dele e colocou na cabeça.
SEGUNDO GOLPE — RODADAS GRÁTIS.
Dez Rodadas Grátis entraram.
Os retratos da equipe se moveram para o trilho superior.
As posições úteis deles agora poderiam permanecer ativas por mais tempo.
O alarme voltou para o verde, mas começou a subir conforme a invasão avançava.
Dentro do cofre, os erros deixaram de acontecer separadamente.
Começaram a se acumular.
O Hacker abriu corredores de Wilds por entre os símbolos de segurança e conseguiu atrasar o alarme.
O Brucutu usou essas passagens para abrir grupos inteiros de cofres.
Primeiro vieram valores modestos.
Depois 8x.
12x.
O Piloto recolheu o que estava acessível e desviou de um prêmio melhor porque uma gárgula ocupava a casa ao lado.
A gárgula era de pedra.
Não se mexia.
Ele trocou de faixa mesmo assim.
O medidor entrou no amarelo.
Luzes vermelhas começaram a girar nas paredes.
Quanto menos paciência o banco tinha, melhor a equipe parecia trabalhar.
Wilds do Hacker atravessaram dois rolos.
O Brucutu abriu uma coluna de Cofres Fechados.
O Piloto passou por uma fileira de saques e deixou marcas de pneu x2 sobre o caminho.
As bolsas começaram a encher a van.
Uma chave dourada ficou presa na buzina.
Sempre que eu mexia o volante, o veículo anunciava o crime com um pequeno toque metálico.
Aí o banco resolveu participar.
Duas gárgulas de javali acordaram acima da grade.
As bocas de pedra se abriram.
O alarme saltou.
Uma delas soltou fogo azul sobre os Wilds do Hacker e apagou a rota.
A outra caiu em cima de um Cofre Fechado.
O valor dentro dele aumentou.
O peso também.
O Brucutu parou diante da estátua.
Olhou para o cofre.
Olhou para a gárgula.
Ergueu o pé de cabra.
— Não.
Ele acertou a gárgula.
O medidor entrou no vermelho.
Sirenes começaram a rodar.
A porta principal do cofre começou a descer.
Nesse ponto, os três finalmente executaram o mesmo golpe.
O Hacker cortou os feixes vermelhos e transformou a faixa de segurança em Wilds.
O Brucutu abriu tudo o que ainda estava fechado.
Valores se espalharam pelos rolos.
3x.
5x.
8x.
10x.
20x.
No centro, um Cofre da Coroa revelou 50x.
O Piloto acelerou.
Recolheu os prêmios de baixo.
Subiu pela faixa central.
Pegou o 20x.
As marcas de pneu dobraram uma conexão de notas douradas.
Os três retratos acenderam.
GOLPE PERFEITO.
Sacos de ouro voaram para dentro da van.
O pagamento subiu de verdade.
Não foi um milagre capaz de esvaziar o banco e comprar o reino.
Foi o bastante para virar a sessão e fazer os três parecerem, por alguns segundos, animais que já tinham cometido crime antes.
O Cofre da Coroa continuava no centro.
50x.
Aberto.
Dourado.
O Piloto chegou até ele.
A roda dianteira levantou.
O cofre não mexeu.
O Brucutu apareceu por trás e empurrou.
O Hacker desligou a trava mágica.
Nada.
Eles tinham encontrado o prêmio.
Tinham aberto.
Tinham removido a proteção.
Ninguém tinha calculado se três porcos conseguiam carregar o objeto.
O alarme alcançou o último trecho vermelho.
A porta do cofre caiu.
A equipe abandonou os 50x.
O Piloto amarrou uma corda em alguma coisa perto da saída.
Os três correram.
As Rodadas Grátis terminaram em fumaça, sirene e um cofre aberto ainda guardando o maior prêmio visível.
As portas traseiras da van se abriram.
O Hacker entrou com uma bolsa de ouro.
O Brucutu veio carregando metade de uma gárgula.
O Piloto chegou por último, puxando a corda.
Na outra ponta estava o sino de alarme do banco.
Não um símbolo.
O sino de bronze preso acima da entrada.
Ele bateu no para-choque.
O teto da van afundou.
A sirene parou porque o aparelho encarregado de reclamar agora fazia parte do saque.
Saímos.
O golpe deixou um lucro confortável.
O banco voltou para os rolos com outro alarme já instalado, o que sugeria que aquilo estava longe de ser o primeiro incidente com porcos, apesar do título admitir apenas uma invasão anterior.
Fiquei para um epílogo curto.
Algumas chaves conectaram.
O Hacker transformou um olho de segurança em Wild e desligou por engano uma pintura decorativa.
O Brucutu abriu um cofre de 2x.
O Piloto recolheu R$4,00 com a seriedade de quem retira a última moeda de uma fonte.
Nenhum segundo bônus apareceu.
O sino continuava amarrado no teto da van.
Toda vez que os rolos paravam, ele balançava e acertava a lataria.
Dong.
Ganho pequeno.
Dong.
Rodada vazia.
Dong.
Uma Planta Scatter.
Na última tela, três Cofres Fechados ocuparam o centro.
Nenhum Brucutu.
Um olho de segurança observava do alto.
Nenhum Hacker.
O Piloto apareceu na direita com a scooter vazia.
Nenhum valor aberto.
Ele atravessou os rolos mesmo assim e recolheu a corda de veludo.
A van arrancou.
O sino atingiu o teto mais uma vez.
Fechei Piggy Heist II no lucro.
A equipe tinha deixado o Cofre da Coroa.
Abandonou 50x dentro de uma sala aberta.
Levou um lustre, metade de uma gárgula, várias bolsas de dinheiro, uma corda de veludo e o alarme do banco.
O roubo não retirou o objeto mais valioso.
Retirou a capacidade do banco de reclamar.
Joguei 15 Coins Grand Platinum Edition e perdi a fé no conceito de RTP.

