Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
Havia seis Raider Janes dentro da cripta.
Quatro não tinham encontrado absolutamente nada.
Essas quatro estavam impecáveis.
Uma ainda mostrava dois usos acima do chapéu.
Outra tinha chegado ao último.
O multiplicador já estava em x7.
Baús, anéis, adagas, gatos egípcios e símbolos de carta despencavam pelos seis rolos enquanto a enorme caveira de faraó observava tudo lá do fundo com os olhos roxos acesos.
Eu estava no meio das Rodadas Grátis.
E alguma coisa tinha saído completamente ao contrário.
Raider Jane tinha entrado na Crypt of Fortune para saquear a tumba.
A tumba estava colecionando Raider Jane.
Pior: as cópias mais eficientes eram justamente as que desapareciam primeiro.
A Jane que encontrava tesouro perdia vida.
A Jane que não tocava em nada continuava perfeitamente conservada.
A arqueóloga mais segura da expedição era a que permanecia parada dentro da cripta sem arqueologar.
Para entender como chegamos a seis delas, era preciso voltar até a primeira.
No começo havia apenas uma Raider Jane de verdade no cenário.
Chapéu.
Tocha.
Chicote.
Baú aberto.
Moedas espalhadas pelo chão.
Ela estava agachada diante daquela montanha de ouro com a expressão satisfeita de quem claramente ainda não sabia que o lugar tinha opinião própria sobre quem deveria ficar enterrado.
Comecei em R$2,00.
A grade tinha seis rolos, três fileiras principais e uma posição extra no alto dos quatro rolos centrais.
A cripta vinha carregada de coisas que alguém tinha passado alguns milhares de anos tentando manter longe de visitantes.
Baús.
Adagas douradas.
Anéis.
Estátuas de gato.
Relíquias.
Cartas.
E a Scatter era uma caveira de faraó com olhos roxos e um cocar grande o suficiente para continuar exigindo espaço mesmo depois da morte.
Então Raider Jane apareceu como Wild no terceiro rolo.
Um pequeno três estava marcado nela.
Achei simpático.
Três parecia uma quantidade saudável de Raider Jane.
Ela entrou numa combinação.
A chegada do Wild tinha aumentado o multiplicador.
R$6,40.
Os símbolos vencedores desapareceram.
Outros caíram.
Jane ficou.
Só que o três virou dois.
Nova combinação atravessando o mesmo Wild.
R$8,80.
Queda.
Jane continuou ali.
Agora restava um uso.
Foi nesse ponto que percebi o que a cripta estava fazendo.
Aquilo não era uma arqueóloga grudenta.
Era uma arqueóloga amaldiçoada com contador de sobrevivência.
Os símbolos caíram mais uma vez.
Um baú encontrou caminho através dela.
R$11,20.
Jane ajudou.
O tesouro desapareceu.
Jane também.
A sequência fechou em R$26,40.
Ela tinha entrado com três usos.
Encontrou três tesouros.
Morreu na terceira descoberta.
Raider Jane’s Crypt of Fortune não demorou muito para apresentar sua filosofia de exploração.
Quanto melhor você trabalha dentro da tumba, menos tempo permanece dentro da tumba.
A Jane enorme do cenário continuava sorrindo diante do baú.
Eu já estava começando a achar aquilo falta de informação entre versões da mesma pessoa.
Vieram algumas rodadas menores.
Anéis por R$2,40.
Cartas por R$1,60.
Uma estátua de gato conseguiu R$4,80 e depois permaneceu imóvel durante a queda seguinte, comportamento perfeitamente adequado para uma estátua de gato egípcia que tinha conseguido receber dinheiro sem se meter com nenhuma maldição adicional.
Outra Jane Wild caiu no quarto rolo.
O multiplicador aumentou.
Nada conectou através dela.
A rodada morreu.
Ela desapareceu com o fim do giro.
Por alguns segundos achei injusto.
Depois entendi que aquela Jane tinha acabado de fazer a escolha mais sensata da sessão.
Entrou numa cripta.
Viu ouro.
Não mexeu.
Saiu viva.
Alguns giros depois vieram duas Raider Janes juntas.
Uma no segundo rolo.
Outra no quarto.
Mesmo chapéu.
Mesmo rosto.
Mesma incapacidade coletiva de aprender com a primeira.
As duas empurraram o multiplicador para x3.
Baús conectaram atravessando as Wilds.
R$13,20.
Os símbolos explodiram.
As duas Janes permaneceram.
Cada uma caiu de três usos para dois.
Vieram novos símbolos.
E outra Jane.
Terceira arqueóloga dentro da mesma tumba.
O multiplicador foi para x4.
Anéis encontraram caminho através da primeira Jane e da recém-chegada.
R$17,60.
Queda.
Uma ficou com apenas um uso.
A nova caiu para dois.
A outra Jane, posicionada longe da combinação, continuava intacta.
Ela tinha assistido às colegas mexerem nas joias e saído da situação com todos os três pedaços da alma ainda no lugar.
Mais uma combinação pequena trouxe R$9,60.
Depois nada.
R$40,40 na sequência inteira.
Três Raider Janes tinham participado da escavação.
Duas estavam gastas.
A que menos tinha feito continuava em melhor estado.
Comecei a desconfiar dos baús.
Os Scatters apareceram em seguida.
Uma caveira de faraó.
Depois duas.
Três abririam dez Rodadas Grátis. Cada Scatter extra acrescentaria mais duas.
Dois faraós mortos olharam para mim.
Nenhum terceiro.
Mais tarde:
duas caveiras outra vez.
Nada.
Comecei a imaginar que elas não estavam oferecendo entrada para o bônus.
Estavam vigiando a porta.
A cripta tinha ouro, tochas, baús abertos e uma exploradora entrando sem autorização.
Duas caveiras de faraó pareciam uma resposta bastante proporcional.
O jogo esfriou.
Um baú apareceu completamente sozinho.
Uma adaga rendeu R$3,20.
Um anel trouxe R$4,40.
Outra Wild Jane caiu, subiu o multiplicador e ficou cercada por símbolos que se recusaram a formar qualquer coisa.
Zero.
No fim da rodada ela sumiu.
Outra expedição concluída com sucesso porque ninguém encontrou fortuna.
Uma Jane seguinte teve menos sorte.
Apareceu e imediatamente foi arrastada para uma vitória de R$6,80.
Um uso perdido.
Passei a olhar para aquelas Wilds de um jeito que eu nunca tinha olhado para Wild nenhum.
Quando Jane aparecia perto de um baú, eu não pensava mais “ganha”.
Eu pensava:
não encosta.
Deixa a adaga onde está.
O anel provavelmente foi enterrado por algum motivo.
Você já entrou numa câmara subterrânea onde a decoração principal é uma caveira de olhos roxos.
Não precisa provar iniciativa.
O saldo continuou descendo.
Os R$26,40 da primeira Jane já tinham voltado para a tumba.
Os R$40,40 da sequência com três cópias seguraram a escavação por um tempo.
Depois foram desaparecendo em apostas de R$2,00.
Mais pares de Scatters.
Duas caveiras.
Nada.
Duas de novo.
Nada.
O baú cheio de ouro continuava aparecendo sem combinação, uma caixa de fortuna incapaz de encontrar outros baús numa slot chamada Crypt of Fortune.
Até que três Scatters finalmente pousaram.
Sem quarto.
Dez Rodadas Grátis.
As caveiras abriram passagem.
Raider Jane entrou no recurso.
E ali a maldição ficou muito melhor.
Durante as Rodadas Grátis, qualquer Wild que não fosse usado numa vitória poderia permanecer nos rolos. Ele só sairia no fim do recurso ou quando acabasse envolvido em vitórias suficientes para se consumir.
Era também exatamente a grande promessa da capa: as Raider Janes que não fossem usadas poderiam ficar presas nos rolos.
A cripta agora podia conservar as incompetentes.
Primeira Rodada Grátis.
Jane no terceiro rolo.
Multiplicador x2.
Três usos.
Nenhuma vitória passou por ela.
A rodada terminou.
Jane ficou.
Perfeito.
Primeira arqueóloga preservada graças à ausência completa de arqueologia.
Segunda Rodada Grátis.
Outra Jane apareceu no quinto rolo.
x3.
Três usos.
Nada.
Ela também ficou.
Duas Raider Janes ocupavam a mesma tumba.
As duas saudáveis.
Nenhuma tinha encontrado absolutamente nada.
A Jane do cenário continuava praticamente mergulhando dentro do baú.
Ela era claramente a versão sem instinto de sobrevivência.
Na terceira rodada, um caminho de baús passou pela primeira Wild.
R$7,20.
Os baús desapareceram.
Jane permaneceu.
O contador caiu para dois.
A segunda Jane não participou.
Ainda tinha três.
Uma tocou no tesouro e imediatamente perdeu um terço da vida útil.
A outra continuou inteira por estar longe do ouro.
Na quarta Rodada Grátis chegou uma terceira Jane.
x4.
Nada.
Três cópias.
A cripta começava a parecer uma câmara funerária onde algum faraó tinha decidido que uma arqueóloga não era decoração suficiente.
Na quinta veio outra.
x5.
Quatro Janes.
Uma combinação passou por duas delas.
R$10,00.
Contadores caíram.
O ouro desapareceu.
As arqueólogas ficaram.
A tumba parecia estar alimentando pequenas quantidades de tesouro às visitantes para descobrir qual delas gastaria primeiro.
Sexta Rodada Grátis.
Outra Jane.
x6.
Nenhuma vitória.
Cinco.
Cinco Raider Janes.
A maioria ainda com três usos.
A cripta tinha encontrado uma técnica de mumificação muito mais rápida.
Nem precisava esperar a pessoa morrer.
E assim voltamos à cena do começo.
Sétima Rodada Grátis.
Mais uma Wild caiu.
x7.
Seis Raider Janes.
Quatro intactas.
Uma com dois usos.
Uma no último.
A mulher cujo nome estava no jogo tinha virado a espécie dominante da tumba.
Anéis conectaram.
A vitória atravessou a Jane com apenas um uso restante e outra ainda mostrando três.
R$14,00.
A primeira se consumiu.
Desapareceu.
A segunda caiu para dois.
Os símbolos despencaram.
E no espaço vazio apareceu outra Raider Jane.
Outra.
O multiplicador foi para x8.
A cripta tinha destruído uma arqueóloga por excesso de sucesso e colocado uma substituta no lugar antes que a poeira da escavação assentasse.
Os novos símbolos pararam.
Nada conectou.
x8.
Várias Wilds grudadas.
Baús.
Joias.
Adagas.
Gatos.
Ninguém encontrando nada.
Na oitava Rodada Grátis surgiu mais uma Jane.
x9.
Nenhum pagamento útil.
A população crescia.
Eu tinha pequenas versões da mesma mulher espalhadas pelos rolos, algumas mostrando três, outras dois.
Tumba normal guarda múmia.
Essa estava guardando arqueóloga ainda funcional.
Na nona Rodada Grátis veio outra Jane.
x10.
Duas caveiras Scatter apareceram perto daquela coleção de Wilds.
Nenhuma terceira.
Um grupo de adagas finalmente encontrou caminho passando por várias Raider Janes.
R$18,00.
As adagas sumiram.
Os contadores baixaram.
Uma Jane caiu de dois usos para um.
Outra de três para dois.
Uma terceira estava perto demais da ação para parecer inocente, mas longe o bastante para continuar com três.
A cripta já tinha x10.
Havia arqueólogas suficientes nos rolos para esvaziar cada sarcófago da região.
Dezoito reais.
Última Rodada Grátis.
Outra Raider Jane apareceu.
x11.
Aquilo já não era mais uma expedição.
Era infestação de chapéu.
Jane ao lado de baú.
Jane abaixo de anel.
Jane perto de carta.
Jane acima de outra Jane.
Cada parte da tumba continha a mesma exploradora em um estágio diferente de deterioração profissional.
Os símbolos pararam.
Um pequeno grupo de 10s conectou através de duas Wilds.
x11.
R$22,00.
Uma Jane perdeu mais um uso.
Outra caiu para um.
Os vencedores desapareceram.
Novos símbolos caíram.
Nada.
Sem terceiro Scatter.
Sem retrigger.
As dez Rodadas Grátis terminaram em R$71,20.
x11.
Uma coleção inteira de Raider Janes.
Wilds sobrevivendo por várias rodadas.
Contadores descendo.
Uma exploradora completamente consumida pelo terrível erro de ser útil demais.
R$71,20.
A tumba tinha produzido uma pequena civilização de arqueólogas para recuperar menos dinheiro do que a própria arte da capa mostrava espalhado no chão.
Quando o recurso acabou, todas as Janes ainda não utilizadas desapareceram.
As mais inteligentes.
As que tinham protegido os três usos.
As que tinham passado dez Rodadas Grátis evitando joia, baú e adaga.
A cripta não conseguiu destruí-las.
O fim do bônus conseguiu.
Voltamos ao jogo base.
A longa busca pelos três Scatters já tinha cavado fundo demais no saldo.
R$71,20 não chegava perto.
Eu ainda estava num prejuízo feio.
Mais algumas rodadas de R$2,00 trouxeram um baú por R$4,00 e uma sequência curta com Wild por R$8,80.
Depois a tumba voltou a fechar a boca.
A enorme caveira de faraó continuava atrás de Raider Jane.
Moedas permaneciam espalhadas pelo chão.
O baú do cenário seguia aberto.
Ouro saindo pelas bordas.
Raider Jane ainda inclinada na direção dele com a tocha levantada.
Depois daquela sessão, eu já sabia o que o faraó sabia.
As Raider Janes que encontravam a fortuna perdiam vidas.
As que não encontravam nada permaneciam perfeitamente conservadas.
A cripta passou a noite inteira oferecendo a mesma solução.
A melhor maneira de Raider Jane sobreviver à Crypt of Fortune era deixar a fortuna exatamente onde estava.
Troy Superways gira como se me devesse explicações.

