Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
Apolo trapaceou.
Três símbolos de moldura prateada tinham acabado de aparecer no meio dos rolos.
Uma lira.
Uma urna.
Uma coroa de louros tão grande que já parecia ter vencido alguma guerra antes mesmo de entrar na combinação.
Pela lógica normal daquele templo, ainda faltava caminho.
Prata precisava sobreviver.
Depois ouro.
Depois Wild.
Apolo não estava com paciência.
A luz caiu sobre a grade.
As três molduras desapareceram.
No lugar dos três símbolos:
três Apolos Wild.
Direto.
A lira perdeu o futuro.
A urna perdeu o futuro.
A coroa de louros foi atingida pelo sol e deixou de ter profissão.
Eu estava jogando a R$2,00.
Cavalos conectaram atravessando os Wilds.
R$12,00.
Os símbolos vencedores sumiram.
Outros despencaram do alto.
x2.
Uma carruagem encontrou caminho por um dos Apolos.
R$14,40.
Nova queda.
x3.
Liras.
R$19,20.
Mais símbolos caíram.
O x4 apareceu embaixo.
Nada.
R$45,60.
Três objetos prateados tinham entrado naquela rodada.
Três deuses tinham saído.
Foi assim que Rise of the Sun God decidiu estabelecer o tom.
O templo ocupava seis rolos e seis fileiras sob um céu azul quase ofensivamente bonito.
Colunas brancas.
Ouro.
Luz por toda parte.
Apolo acima da grade, de pé numa carruagem puxada por dois cavalos brancos que pareciam ser as únicas criaturas da região inteira sem intenção de se transformar em outra coisa.
Embaixo dele, tudo era menos confiável.
Cavalos.
Carruagens.
Liras.
Urnas.
Louros.
Sóis.
Letras.
Alguns símbolos ocupavam uma posição normal.
Outros vinham com duas, três ou quatro posições de altura.
Um cavalo de quatro espaços não parecia mais símbolo.
Parecia que alguém tinha colocado o animal num elevador e esquecido de apertar o botão.
Uma carruagem apareceu em pé ocupando boa parte de um rolo.
Nenhuma vitória.
No giro seguinte, desapareceu.
Todo aquele bronze.
Toda aquela roda.
Toda aquela imponência mitológica.
R$2,00 e rua.
Foi uma carruagem prateada que me ensinou o resto.
Ela entrou numa combinação no x1.
R$4,80.
Os vencedores desapareceram.
A carruagem ficou no mesmo pedaço da grade.
Só que deixou de ser carruagem.
Na queda seguinte havia uma urna dourada ali.
Transporte virou cerâmica.
Nem pisquei.
O templo não parecia interessado em conservar evidência histórica.
A urna dourada conectou no x2.
R$6,40.
Queda.
A urna se foi.
Apolo apareceu no lugar.
Wild.
Dois tombos antes eu tinha uma carruagem.
Agora o deus do sol ocupava aquele espaço inteiro.
Novos símbolos caíram.
O Wild ajudou a combinação no x3.
R$13,20.
Mais uma queda.
x4.
Uma conexão menor conseguiu R$16,00.
Depois acabou.
R$40,40.
Carruagem.
Urna.
Apolo.
Quarenta reais e quarenta centavos.
A partir dali, identificar símbolo virou atividade temporária.
Prata não significava que aquilo continuaria sendo aquilo.
Ouro também não.
Uma carruagem podia acordar como vaso.
Um vaso podia desaparecer e deixar um deus musculoso no lugar.
A única coisa realmente estável era o sol.
E até o sol estava metendo a mão nos multiplicadores.
Vieram alguns giros mais fracos.
Uma lira prateada apareceu enorme.
Não participou de nenhuma vitória.
Nada mudou.
Foi embora ainda lira.
Estranhamente decepcionante.
Uma coroa de louros tomou três posições e não fez absolutamente nada.
Um cavalo entrou tão alto na grade que eu considerei procurar a escada.
Também nada.
Apolo continuou brilhando acima dos rolos.
Foi aí que apareceram três Scatters.
Três rostos de Apolo espalhados pela tela.
Os últimos rolos pararam.
Nada de quarto.
Próximo giro.
Sumiram.
Mais tarde, três de novo.
Ainda não.
O templo tinha começado uma perseguição muito específica.
Sempre três pequenos sóis.
Sempre faltando um amanhecer.
Outro símbolo prateado entrou numa vitória.
Virou dourado.
A nova versão caiu num lugar morto e não conectou.
Fim.
Nada de Wild.
Mais uma transformação cortada no meio.
A parte central da grade começou a parecer cheia de histórias que Apolo tinha abandonado depois do primeiro capítulo.
Prata.
Quase ouro.
Ouro.
Quase deus.
Uma urna grande apareceu com prata.
Olhei para o alto da tela.
Apolo permaneceu imóvel.
A urna teria de fazer o caminho longo.
Não fez nem o primeiro pedaço.
Saiu no giro seguinte.
Depois da primeira explosão de três Wilds, qualquer transformação normal começou a parecer lenta demais.
Eu já tinha visto o sol simplesmente tocar três símbolos e apagar metade do processo.
Agora uma lira prateada tentando conquistar uma vitória por conta própria parecia um esforço heroico desnecessário.
Uma sequência melhor apareceu no jogo base.
R$4,40 no x1.
Queda.
R$7,20 no x2.
Queda.
R$9,60 no x3.
Mais uma.
x4.
R$8,00.
Depois nada.
R$29,20.
Boa rodada.
Nenhuma metamorfose divina.
Nenhuma carruagem virando vaso.
Só dinheiro.
Eu já estava começando a considerar isso a parte convencional da sessão.
Então vieram três Scatters novamente.
Claro.
Um à esquerda.
Outro no meio.
Outro mais adiante.
Os mesmos três pequenos sóis me seguindo pelos seis rolos.
Faltava um.
Faltava sempre um.
Até que não faltou.
Quatro Scatters pararam.
Doze Rodadas Grátis.
A luz do templo mudou.
Os multiplicadores também.
O jogo base começava em x1 e podia subir por x2, x3, x4 até x5.
Nas Rodadas Grátis, Apolo aparentemente decidiu que aquilo estava frio demais.
x3.
x6.
x9.
x12.
x15.
Não era mais manhã.
O bônus abriu ao meio-dia.
Primeira Rodada Grátis.
Uma conexão pequena entrou logo no x3.
R$7,20.
Os símbolos desapareceram.
x6.
Novos símbolos caíram.
Nada.
Fim.
Segunda rodada.
Vazia.
O x3 ficou aceso embaixo de uma coleção inteira de cavalos, urnas e louros que não encontraram nada para fazer.
Era possível colocar mais sol na matemática.
Continuava sendo possível não ganhar.
Terceira Rodada Grátis.
Cavalos conectaram.
x3.
R$12,00.
Sumiram.
x6.
Sóis chegaram na queda seguinte.
R$19,20.
Nova queda.
x9.
Liras formaram uma conexão pelo centro.
R$28,80.
Os símbolos foram embora.
x12.
A próxima leva caiu.
Nada.
R$60,00.
Agora o templo tinha acordado.
E Apolo decidiu piorar tudo.
No começo da quarta Rodada Grátis, três símbolos prateados estavam espalhados pelos rolos centrais.
Um cavalo.
Uma urna.
Uma coroa de louros.
Nem deu tempo de descobrir se iam ganhar.
A luz tomou a tela.
Os três desapareceram.
Três Apolos Wild.
O cavalo não virou dourado.
A urna não virou outra urna.
A coroa de louros teve o resto da própria existência cancelado pelo meio-dia.
Apolo apenas colocou três versões de si mesmo dentro da grade.
A primeira combinação passou pelos Wilds.
x3.
R$18,00.
Queda.
x6.
Outra conexão atravessou o centro.
R$30,00.
Mais símbolos caíram.
x9.
Carruagens entraram juntas.
R$36,00.
Nova queda.
x12.
Outra vitória.
R$48,00.
Os símbolos desapareceram.
x15.
A grade inteira estava agora banhada naquele dourado quente que fazia qualquer símbolo parecer prestes a receber uma profecia.
Caíram cavalos.
Conectaram através dos Wilds restantes.
R$60,00.
Outra queda.
x15 continuava.
Nada.
Fim.
R$192,00 numa única Rodada Grátis.
Três símbolos prateados tinham começado ali.
Apolo transformou os três em Apolo.
Depois usou os próprios Apolos para carregar a rodada até x15.
Aquilo já tinha passado bastante da bênção.
O sol tinha comido a escada.
A quinta Rodada Grátis veio vazia.
Era justo.
Depois de R$192,00 de luz divina, até as colunas pareciam precisar de sombra.
Na sexta, uma conexão no x3 trouxe R$8,40.
Só.
A sétima voltou ao caminho longo.
Carruagem prateada.
Duas posições.
Primeira vitória.
x3.
R$9,60.
Queda.
A carruagem sumiu.
Urna dourada.
É claro.
A urna conectou no x6.
R$16,80.
Nova queda.
O ouro desapareceu.
Apolo Wild tomou o lugar.
Os símbolos caíram ao redor.
x9.
O Wild entrou na combinação.
R$27,00.
Queda.
x12.
Mais uma vitória.
R$36,00.
Os símbolos desapareceram.
x15 esperando.
Nada.
R$89,40.
Essa sequência me agradou quase mais que a de R$192,00.
A outra tinha sido Apolo jogando luz por cima de tudo e aparecendo três vezes sem convite.
Essa tinha feito o percurso inteiro.
Carruagem prateada.
Urna dourada.
Apolo.
Depois outra vitória.
Era um pequeno mito perfeitamente absurdo.
Um veículo entrou.
Virou cerâmica.
A cerâmica virou deus.
O deus pagou.
Para um templo solar, havia uma quantidade preocupante de louça envolvida.
A oitava Rodada Grátis não deu nada.
Na nona, três Scatters apareceram.
Três.
Outra vez.
Dentro do próprio bônus.
Eu já estava cercado de Apolo Wild, Apolo no cenário e Apolo nos Scatters, e de alguma forma ainda havia Apolo insuficiente.
Nenhum retrigger.
Nenhuma vitória útil.
A décima rodada trouxe R$12,00 no x3 e morreu ali.
A décima primeira fez R$14,40.
Restava uma.
O recurso já estava forte.
Aquela explosão de R$192,00 tinha mudado completamente a sessão.
A sequência da carruagem que virou urna e depois Apolo tinha acrescentado mais R$89,40.
O resto vinha se acumulando ao redor.
Última Rodada Grátis.
Uma enorme coroa de louros apareceu com moldura prateada.
Esperei a luz.
Nada.
Apolo ficou acima dos rolos.
A coroa continuou prata.
Havia também um Apollo Wild em outro ponto.
Cavalos.
Carruagem.
Símbolos suficientes para fazer a tela parecer pronta para algum último espetáculo.
Parou.
Nada conectou.
A coroa de louros permaneceu prata.
Nenhuma queda.
Nenhum ouro.
Nenhum novo Wild.
Nenhum quarto Scatter.
Fim.
As doze Rodadas Grátis fecharam em R$383,40.
O trecho mais seco do jogo base tinha sido completamente engolido.
A sessão ficou num lucro forte.
A luz intensa do recurso desapareceu.
Os multiplicadores voltaram ao x1, x2, x3, x4 e x5.
O templo recuperou aquele azul claro quase tranquilo demais.
Apolo continuou em cima da grade.
Urnas.
Liras.
Louros.
Carruagens.
Cavalos.
Tudo parecia normal novamente.
Só que eu já tinha visto demais.
Uma carruagem podia virar urna.
Uma urna podia virar Apolo.
Três símbolos prateados podiam desaparecer sob uma rajada de luz e voltar todos com o mesmo rosto.
Até a coroa de louros tinha passado a tarde inteira ameaçando abandonar a própria identidade.
Sobrou um par de cavalos brancos puxando a carruagem de Apolo.
Eles tinham começado a sessão como cavalos.
Continuavam cavalos.
Depois de tudo aquilo, eram os dois símbolos em que eu menos confiava.
Fiquei de olho neles.
Gem Ghosts é tipo esperança com juros compostos de frustração.

