Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O Dominion tinha sete soberanos e um problema imobiliário de quatro casas.
O multiplicador marcava x11.
A esfera azul girava ao lado da grade, cercada por fogo frio, pendurada sobre um pedestal de pedra com a tranquilidade de quem já tinha assumido o trono sem consultar ninguém.
Sete governantes de máscara dourada estavam espalhados pelos rolos.
Um no alto.
Três atravessando o centro.
Os outros mais abaixo, todos usando exatamente o mesmo rosto porque aquele reino aparentemente tinha comprado a monarquia em lote.
Oito símbolos iguais pagariam.
Havia sete.
A vaga restante não estava vazia.
Uma serpente gigante ocupava quatro posições na esquerda.
Cabeça numa sala.
Pescoço em outra.
O corpo atravessando o andar de baixo.
A cauda já parecia interessada numa quinta casa.
Era o maior ser vivo da fortaleza.
Também não era a oitava máscara.
Os Respins do Dominion seguravam toda aquela corte dentro da grade.
A esfera x11 apertou o fogo em volta do número.
Um Símbolo de Upgrade atravessou os rolos.
Runas racharam.
Um corvo vermelho subiu de categoria.
Um lobo azul voltou usando armadura em volta da cabeça e deixando os dentes do lado de fora, porque até o Dominion entendia que equipamento de proteção não deveria atrapalhar o setor de mordida.
Um símbolo roxo abriu e revelou um guerreiro com chifres e ombros largos o suficiente para cancelar dois corredores.
Outro ocupante recebeu capuz dourado.
Virou a sétima máscara.
As sete olharam para as casas restantes.
A serpente gigante também virou a cabeça, deslocando metade da ala oeste.
A última reposição caiu.
Runa azul.
Selo roxo.
Serpente verde comum, pousando ao lado da gigante com a expressão de parente que chegou atrasado ao casamento e descobriu que a família já tinha ocupado o salão inteiro.
Nada da oitava máscara.
Nada de grupo pagante.
A esfera continuou brilhando em x11 como se o número tivesse vencido sozinho.
Os sete governantes continuaram governando uma formação incompleta.
A serpente abriu a boca abaixo deles e parecia perguntar se o trono vazio vinha com varanda.
Foi assim que os Respins do Dominion morreram.
Eu tinha começado a sessão quando a esfera ainda mostrava x1.
A névoa apertava os muros pelo lado de fora. Tochas queimavam em gaiolas de ferro. A grade 6×6 ficava entre pilares riscados por símbolos antigos demais para aceitar tradução.
Comecei com R$2,00 por rodada e passei a contar os habitantes porque ninguém no reino demonstrava interesse em controle populacional.
Runas azuis ocupavam a parte inferior.
Marcas verdes brilhavam na direita.
Selos roxos apareciam pelo centro.
Depois vieram os animais.
Corvos vermelhos com bico de metal.
Lobos azuis vestidos para guerra e com a boca totalmente liberada para resolver qualquer desacordo.
Serpentes verdes enroladas dentro das próprias molduras.
Guerreiros roxos com chifres, postura de imperador e largura incompatível com porta comum.
Acima deles surgiam as máscaras douradas.
Paradas.
Polidas.
Sem boca.
Pareciam retratos reais que tinham descido da parede para fiscalizar se os monstros estavam desaparecendo com disciplina.
A primeira reunião decente veio das runas azuis.
Oito se juntaram.
Acenderam.
Sumiram numa Avalanche.
A esfera saiu do x1.
Novos símbolos caíram das partes altas da fortaleza.
Corvos ocuparam o espaço.
Lobos entraram no meio.
Uma máscara dourada pousou no centro e ficou observando a população nova com o mesmo rosto usado para tudo, inclusive desabamento.
Outro grupo se formou.
Mais símbolos desapareceram.
O multiplicador subiu novamente.
A lógica do reino ficou clara.
Os súditos se reuniam.
Os súditos sumiam.
A esfera recebia a promoção.
O Dominion não era governado pelas máscaras.
Era governado por uma bola luminosa que aumentava de patente sempre que oito habitantes deixavam de existir.
O começo da sessão teve pequenos surtos de ordem seguidos por longos períodos de incompatibilidade sobrenatural.
As runas ainda conseguiam se encontrar.
Alguns corvos fechavam grupo.
O resto preferia sete.
Sete lobos ocupavam quase toda uma lateral enquanto um selo roxo segurava exatamente a casa necessária.
Sete corvos cercavam uma cabeça de serpente.
Sete guerreiros com chifres formavam uma muralha e deixavam uma máscara no meio, parada como rei que tinha confundido campo de batalha com sacada.
A fortaleza nunca sofria falta de criatura.
Sofria falta de oito criaturas dispostas a usar o mesmo corpo.
A situação piorou quando os símbolos gigantes chegaram.
O primeiro foi um lobo blindado.
Ele cresceu por quatro casas, com focinho metálico brilhando em azul e orelhas raspando a moldura superior.
Lobos normais caíram ao redor.
A cena parecia enorme.
O bicho ocupava o equivalente a uma residência familiar completa.
Ainda assim, a formação não fechou.
O lobo gigante rosnou através de quatro posições e contribuiu principalmente para o congestionamento interno.
Quando desapareceu, as quatro casas foram ocupadas por quatro espécies diferentes.
Corvo.
Runa.
Máscara.
Serpente.
O Dominion demoliu uma mansão de lobo e construiu no lugar um cruzamento sobrenatural sem semáforo.
A serpente gigante teve desempenho melhor.
Ela caiu pela esquerda, escamas atravessadas por luz verde.
O pescoço subiu duas fileiras.
O corpo tomou as casas abaixo.
Serpentes menores se juntaram ao redor até o verde ocupar espaço suficiente para pagar.
A Avalanche arrancou tudo da grade.
O multiplicador subiu.
Mais serpentes vieram preencher o vazio e encontraram parentes.
Depois os corvos aproveitaram as casas abertas.
A sequência durou o bastante para formar o melhor trecho da base.
A fortaleza tremeu.
As tochas se curvaram.
Um bloco de pedra soltou da parede e caiu ao lado de uma máscara dourada.
A máscara não reagiu.
Sem boca e sem sobrancelha, o silêncio dela tinha a tranquilidade de quem considerava manutenção problema de símbolo barato.
Aquela cadeia da serpente segurou a sessão por algum tempo.
Depois o reino tentou repetir a ideia aumentando tudo.
Um guerreiro roxo gigante ocupou quatro casas e deixou pouco espaço para os símbolos roxos menores se reunirem.
Um lobo gigante apareceu ao lado de sete corvos e virou o maior motivo possível para os pássaros não pagarem.
Outra serpente atravessou o centro enquanto runas azuis se acumulavam acima e abaixo, separadas por várias toneladas de escama.
O Dominion tinha descoberto os Símbolos Gigantes e passou a usá-los para reduzir a área disponível.
Toda sala cheia recebia como solução um animal maior.
Os símbolos de Bônus começaram a surgir no meio daquele trânsito.
Tinham cabeça de dragão, focinho de metal, um olho vermelho e fogo atrás da moldura.
Pareciam peças arrancadas de uma porta proibida.
O primeiro par apareceu enquanto um lobo gigante controlava o canto superior direito.
Duas cabeças de dragão e um animal ocupando quatro casas dominaram boa parte da grade.
Nada abriu.
As cabeças ficaram olhando por cima do lombo do lobo.
O lobo olhou para fora.
A esfera permaneceu em x1.
Outro par surgiu depois de uma Avalanche, e a continuação necessária foi substituída por uma runa verde.
As duas cabeças metálicas ficaram acesas em volta dela.
A runa brilhou no meio com a serenidade de marcação de piso que tinha interrompido uma invasão.
Quando a formação de Bônus finalmente fechou, a escuridão avançou das paredes para dentro.
A pedra atrás dos rolos rachou.
Fogo azul entrou pelas frestas.
A esfera se ergueu acima do pedestal.
As Rodadas Grátis abriram.
A fortaleza parou de fingir que o multiplicador era decoração.
As Avalanches começaram a alimentá-lo em movimentos largos.
Runas desapareceram.
Corvos ocuparam as brechas e encontraram grupos próprios.
Lobos blindados caíram pelas áreas limpas.
Cada sequência útil empurrava o número para cima.
A luz ao redor da esfera engrossava.
Em x5, já iluminava as máscaras.
Em x7, as tochas pareciam velas esquecidas.
O reino tinha governantes dourados, soldados com chifres, animais blindados e presságios vermelhos voando pelas paredes.
Todo mundo obedecia ao número.
Os pagamentos não acompanhavam a cerimônia.
Um grupo de runas desaparecia e a esfera subia como um sol recém-criado.
O valor entrava com a postura de quem tinha apenas devolvido o preço de uma tocha.
Mesmo assim, a fortaleza mudava.
Os Gigantes apareciam com mais frequência.
Um lobo tomou o alto.
Uma serpente ocupou a parte inferior.
Corvos e máscaras tentavam se reunir nas vielas estreitas deixadas entre os dois.
Várias formações pararam perto.
Sete continuava sendo a população sagrada do fracasso.
A esfera crescia sempre que alguma espécie conseguia chegar a oito.
A corte embaixo ficava mais desorganizada a cada nova patente.
Então os Respins do Dominion tomaram conta.
Alguns símbolos permaneceram presos.
A grade escureceu ao redor da corte coletada.
Máscaras seguraram posição.
Corvos ficaram nas câmaras vermelhas.
Lobos esperaram em azul.
A serpente gigante se acomodou por quatro casas e enrolou a cauda em parte da população.
O multiplicador continuou subindo conforme os Respins úteis avançavam.
x8.
x9.
x11.
O fogo azul tomou a lateral da tela.
O número ficou tão grande ao lado da fortaleza que as máscaras pareciam funcionários contratados para protegê-lo.
Os Símbolos de Upgrade começaram a atravessar a corte.
Deveriam melhorar o exército.
Melhoraram a roupa.
Runas viraram criaturas.
Corvos subiram para lobos.
Lobos receberam máscara dourada.
Um ocupante roxo entrou para a realeza.
Cada transformação aumentava o valor e diminuía a quantidade de vizinhos ainda compatíveis.
Um grupo amplo de corvos virou três corvos, dois lobos e uma máscara.
Uma coleção de runas azuis recebeu tantas promoções que nenhum símbolo terminou na mesma categoria.
O Dominion estava se aprimorando para fora de toda possibilidade de vitória.
A grande cerimônia final produziu as sete máscaras douradas.
Elas se espalharam em volta da serpente gigante.
Sete rostos idênticos.
x11 queimando ao lado.
Faltava uma.
O Upgrade atravessou a parte inferior.
Um símbolo menor recebeu ouro e virou a sétima máscara.
As últimas casas abriram sob chuva de luz azul e roxa.
Runa.
Selo.
Serpente.
Nenhum oitavo governante.
A feature acabou com o governo sobrenatural inteiro faltando um monarca para formar um pagamento.
O total devolvido não recuperou o caminho até ali.
A esfera perdeu força.
O x11 caiu de volta para x1.
As Rodadas Grátis limparam a fortaleza.
Os símbolos comuns retornaram.
Fiquei apenas o suficiente para descobrir quem tinha herdado o lugar.
Uma serpente gigante caiu ao lado da esfera zerada.
Quatro casas.
Um corpo enrolado.
A cabeça se inclinou na direção do fogo azul.
O x1 apareceu refletido no olho.
Nenhuma outra serpente se juntou.
Nenhuma Avalanche veio.
O animal se abaixou em volta do pedestal até deixar a esfera presa no meio das voltas.
Parecia menos uma criatura guardando o multiplicador e mais um dragão que tinha acabado de botar um pequeno ovo matemático.
Fechei Shadow of Dominion bem abaixo.
A fortaleza tinha promovido runas a monstros, monstros a governantes e governantes a sete peças idênticas de uma dinastia inacabada.
A serpente gigante possuía quatro cômodos.
A corte possuía sete rostos.
A esfera x11 possuía todo mundo.
Só o oitavo governante tinha escapado do Dominion.
Joguei Pinky G-Pot X2 e acabei me reevaluando como pessoa.
