Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
A maleta já estava perdendo por pontos quando começou o Round 11.
A dobradiça esquerda tinha desaparecido.
Moedas saíam por uma fresta lateral.
Uma luva vermelha ocupava boa parte do quarto rolo.
Pacquiao continuava ao lado das reels com aquela cara de quem tinha acabado de receber autorização oficial para lutar contra objetos com alça.
SUPERACE acendeu.
6x.
Veio outro golpe.
A tampa abriu.
R$ 75,00.
Ainda faltava um round.
Aquilo tinha começado de maneira bem mais civilizada.
Entrei em Pacquiao SuperAce Jackpot com R$ 480,00 e deixei a aposta em R$ 3,00.
A tela parecia uma academia de boxe construída por alguém que só aceitava materiais nas cores vermelho, dourado e “mais dourado ainda”. Luvas enormes, medalha, troféus, moedas voando e uma maleta aberta ao fundo com ouro suficiente para tornar completamente desnecessária qualquer tentativa de esconder que aquilo era o prêmio.
Pacquiao ficava ao lado das reels.
Não fazia nada.
Ainda.
O primeiro giro passou seco.
O segundo colocou três troféus no lugar certo e devolveu R$ 2,40.
No seguinte, nada.
Depois vieram R$ 1,80.
Mais R$ 3,60.
Acima das reels havia uma pequena sequência de três luvas.
A primeira acendeu.
Depois a segunda.
Faltava uma.
O giro seguinte encontrou R$ 1,20 com símbolos menores.
A terceira luva ganhou vida.
SUPERACE.
Pacquiao finalmente se mexeu.
Um golpe acertou o rolo central.
O rolo inteiro virou uma coluna de luvas Wild vermelhas.
Os troféus que antes estavam apenas decorando a academia passaram a formar uma combinação de R$ 12,60.
Pronto.
As regras locais estavam definidas.
Três vitórias consecutivas davam ao boxeador autorização para socar uma reel.
Uma derrota apagava as luvas e encerrava o treinamento imediatamente.
Nos giros seguintes, o jogo começou a montar e desmontar essa possibilidade com disciplina quase ofensiva.
Uma vitória.
Silêncio.
Duas vitórias.
Um giro cheio de cintos que não faziam nada juntos.
Uma vitória pequena.
Nada.
Pacquiao mantinha as luvas levantadas.
As moedas continuavam flutuando ao redor.
Ninguém parecia disposto a colocar os dois no mesmo lugar.
Apareceu então uma maleta dourada entre os símbolos.
Ela não pagou.
Não abriu.
Não explicou sua presença.
Só ficou ali.
Era uma decisão corajosa para uma mala situada a poucos centímetros de um campeão mundial usando luvas.
No nono giro, o SuperAce voltou.
Dessa vez o golpe transformou o segundo rolo.
Uma combinação saiu por R$ 5,40.
A maleta estava no terceiro.
A luva ficou ao lado dela.
A tampa chegou a sacudir.
Mas continuou fechada.
Passei a prestar mais atenção naquela mala do que nos próprios troféus.
O jogo havia colocado duas coisas na tela:
um homem treinado para bater;
uma caixa cheia de dinheiro.
Em algum momento, a diplomacia ia acabar.
As próximas rodadas foram relativamente comportadas.
Uma sequência de troféus entrou.
Alguns cintos se recusaram a colaborar.
Pilhas de moedas pousaram em posições inúteis com a serenidade de quem sabia que já era dinheiro e não precisava provar mais nada.
No fim do 18º giro, eu tinha R$ 448,80.
Tinham saído R$ 54,00 em apostas.
R$ 22,80 haviam voltado.
Era perda suficiente para manter o assunto sério.
Não suficiente para mexer nos R$ 3,00.
Girei de novo.
Um sino caiu à esquerda.
Outro no meio.
O terceiro apareceu à direita.
A tela escureceu.
Pacquiao saiu da posição estática.
12 RODADAS DE CAMPEONATO.
O próprio giro pagou R$ 9,00, então o bônus começou com R$ 454,80 no saldo.
Round 1.
Nada.
O sino tocou.
Round 2.
Luvas deram R$ 4,80.
Round 3.
Troféus acrescentaram R$ 9,60.
R$ 14,40 no placar.
Até então, um evento esportivo completamente razoável.
No Round 4 surgiu uma Maleta de Prêmio.
Pacquiao também apareceu como Wild.
A reel virou vermelha.
A combinação base começou a contar.
Então a animação do golpe atravessou a tela e acertou a maleta.
A mala pulou.
A tampa voou.
Moedas saíram em todas as direções.
O conteúdo dela valeu R$ 24,00 e a combinação que já estava montada trouxe mais R$ 7,20.
R$ 31,20 no round.
A partir dali havia dois competidores oficialmente reconhecidos.
Pacquiao.
E bagagem de mão.
A bagagem começou 0–1.
Round 5 veio vazio.
Round 6 entregou R$ 7,20.
Round 7 deixou R$ 9,00.
O bônus já estava funcionando sem precisar fazer nada grotesco.
Isso durou exatamente até o Round 8.
Outra maleta chegou.
Ela apareceu fechada, dourada e aparentemente sem qualquer conhecimento do que havia acontecido com a anterior.
O medidor SuperAce completou.
Pacquiao avançou.
O golpe transformou uma reel em Wild.
Saiu uma combinação.
A luva continuou.
Acertou a mala.
A segunda tampa abriu com muito mais violência do que a primeira.
R$ 36,00 saltaram de dentro.
Mais R$ 8,40 vieram da combinação.
R$ 44,40.
Na parte de baixo da tela surgiram três pequenos ícones de maleta.
Dois estavam acesos.
Um seguia apagado.
A luta agora tinha um objetivo extremamente específico.
Não era vencer por nocaute.
Era encontrar a terceira mala.
Round 9 pagou R$ 3,60.
Round 10 trouxe R$ 7,20.
Esses pagamentos normais já pareciam intervalos entre episódios de violência contra acessórios de viagem.
Então chegou o Round 11.
Aquele do começo.
Uma luva pousou.
Um troféu conectou.
Outra luva entrou.
O SuperAce completou.
Pacquiao atacou o centro das reels.
Wild.
A combinação inicial chegou a R$ 9,00.
O multiplicador subiu.
6x.
R$ 54,00.
E ao lado da coluna vermelha estava ela.
A terceira maleta.
Fechada.
Perfeitamente nova.
Provavelmente recém-entregue.
A luva acertou.
Uma das dobradiças simplesmente deixou de participar da sessão.
A tampa abriu.
As três marcas de maleta acenderam juntas.
Atrás de Pacquiao, a grande caixa de ouro respondeu.
Um compartimento menor surgiu debaixo das moedas e acrescentou mais R$ 21,00.
O Round 11 terminou em R$ 75,00.
Faltava apenas o último.
Eu já estava olhando para qualquer objeto retangular na tela como potencial adversário.
Round 12.
Nenhuma maleta.
Nenhum compartimento secreto.
Nenhuma transformação gigante.
Três luvas acertaram uma combinação de R$ 7,20.
O sino tocou.
Fim.
As 12 rodadas tinham produzido R$ 199,20.
O saldo ficou em R$ 654,00.
Eu tinha começado com R$ 480,00.
R$ 174,00 acima.
Pacquiao voltou para a posição original ao lado das reels.
Luvas vermelhas.
Medalha dourada.
Moedas atrás dele.
As três maletas espancadas já tinham desaparecido.
No fundo, porém, havia outra.
Nova.
Fechada.
Sem um arranhão.
Fiquei com os R$ 654,00.
A maleta ficou com Pacquiao.
Ela ainda não sabia que também estava escalada para lutar.
Super Mahjong Deluxe me deu 3 Scatters e uma crise existencial.

