Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
No fim, o rei do chocolate tinha conquistado os seis rolos.
Eu tinha perdido R$ 31,80.
As duas coisas pareciam incompatíveis até Sweetie 6 demonstrar que uma monarquia pode dominar todo o território conhecido e ainda assim terminar com problemas graves na área de confeitaria.
Comecei com R$ 140,00.
A aposta ficou em R$ 2,00.
Era um caixa de setenta giros. Suficiente para descobrir o que os doces estavam planejando, insuficiente para começar a financiar golpes de Estado dentro de uma fábrica de bala de goma.
Na tela havia cupcakes, jujubas, ursinhos, balas enroladas, pirulitos e outros objetos que pareciam ter passado a manhã inteira sendo polidos individualmente.
Lá em cima, os jackpots MINI, MAXI, MEGA e GIGA observavam tudo como quatro divindades do açúcar que tinham decidido não se envolver com assuntos municipais.
O negócio de verdade acontecia nos rolos.
Todo giro começava com um deles coberto de chocolate.
Um Candy King Reel.
No primeiro, o rolo dois recebeu a coroa e imediatamente produziu quase nada.
Alguns doces ficaram espalhados ali sem formar grupo suficiente, como se o rei tivesse sido empossado numa província onde ninguém soubesse que havia eleição.
No giro seguinte, foi o rolo cinco.
Vieram oito ursinhos.
R$ 1,60.
Eles sumiram.
Os símbolos caíram.
Outro rolo ficou marrom.
Foi aí que a coisa ganhou forma.
Cada vitória dentro do mesmo giro fazia o chocolate avançar.
Uma sequência boa não era apenas dinheiro. Era expansão territorial.
Um rolo.
Dois.
Três.
Quatro.
Seis rolos inteiros esperavam para serem tomados por uma sobremesa com ambições imperiais.
Nos primeiros giros, chegar a dois era comum.
Três aparecia de vez em quando.
Quatro começou a virar uma espécie de miragem recorrente.
Uma sequência logo no começo chegou ao quarto rolo depois de uma combinação de balas listradas, seguida por ursinhos e depois cupcakes.
Na queda seguinte apareceram sete jujubas vermelhas.
Sete.
Eu contei.
A tela estava cheia o suficiente para parecer uma convenção internacional de jujubas.
Faltava uma.
Nada pagou.
O chocolate perdeu tudo no giro seguinte.
O oitavo doce, aparentemente, tinha se recusado a reconhecer a autoridade da coroa.
A partir daí, ficou difícil olhar para qualquer grupo de sete símbolos sem considerar aquilo um ato político.
Outra tentativa subiu até cinco rolos.
Dessa vez foram cupcakes que conduziram a invasão.
Primeiro uma vitória pequena.
Depois outra.
Chocolate entrando pela esquerda, pela direita, ocupando tudo.
Cheguei ao quinto rolo com apenas uma coluna normal ainda viva.
A queda seguinte trouxe seis ursinhos, duas balas, uma jujuba e um cupcake isolado.
Acabou.
O rei perdeu cinco territórios de uma vez porque os doces decidiram montar uma salada.
A opção de Ante Bet continuava ali.
Ela podia fazer o giro começar com mais Candy King Reels já ativos.
Não mexi.
Com R$ 140,00 no início e R$ 2,00 por tentativa, eu não precisava pagar um mordomo para colocar coroas nos rolos antes da hora.
Se o chocolate queria um império, podia conquistar.
Depois de quatorze giros, os R$ 28,00 gastos tinham trazido R$ 11,60 de volta.
O saldo estava em R$ 123,60.
Até ali, a maior realização da sessão era ter visto vários governos de chocolate durarem menos que uma bala mastigável.
Então veio o giro que justificou toda aquela obsessão.
R$ 2,00 entraram.
O rolo dois começou marrom.
Oito ursinhos se juntaram.
R$ 1,60.
Sumiram.
O rolo cinco virou chocolate.
Caíram balas azuis.
Grupo suficiente.
R$ 1,20.
Foram embora também.
O rolo um recebeu sua camada de chocolate.
Três rolos.
A queda seguinte trouxe cupcakes em quantidade.
R$ 1,80.
Desapareceram.
O rolo quatro ficou marrom.
Quatro.
Restavam dois.
Vieram jujubas vermelhas.
Dessa vez elas não fizeram aquele truque miserável de aparecer em sete.
R$ 1,40.
Sumiram.
O rolo seis foi tomado.
Cinco.
Só o terceiro ainda estava limpo.
Já tinha chegado ali antes.
O sexto rolo era sempre onde Sweetie 6 parecia lembrar que a monarquia não precisava ser concluída.
A nova queda começou.
Balas listradas.
Uma.
Outra.
Mais duas.
Mais.
O grupo fechou.
R$ 2,20.
As balas desapareceram.
O rolo três ficou coberto de chocolate.
Seis.
Todos.
Não sobrou uma coluna neutra.
O Candy King tinha finalmente tomado a tela inteira.
Depois de várias tentativas terminadas por sete jujubas, sete cupcakes e pequenos motins conduzidos por ursinhos de goma, o chocolate estava em toda parte.
Veio outra queda.
Entre os doces apareceu o Wild Multiplier.
x8.
Era uma bala com aparência de objeto que deveria vir acompanhada de instruções médicas.
Ela caiu no meio de símbolos premium.
A combinação fechou.
O valor-base daquela parte foi R$ 2,40.
Com o x8, virou R$ 19,20.
Somando tudo que já tinha acontecido no giro, o total chegou a R$ 27,40.
O saldo foi para R$ 149,00.
Por alguns segundos, eu estava R$ 9,00 acima de onde tinha começado.
O rei tinha vencido.
O império estava completo.
O x8 tinha aparecido.
A sessão tinha atravessado toda a sequência que eu estava tentando montar desde o começo.
E o grande triunfo financeiro da dinastia era ter me colocado nove reais no lucro.
MINI não se mexeu.
MAXI não se mexeu.
MEGA e GIGA continuaram lá em cima, provavelmente ocupados com assuntos de importância maior do que um monarca de chocolate comemorando R$ 27,40.
No giro seguinte, tudo voltou ao normal.
Um único Candy King Reel.
Foi quase ofensivamente pequeno.
Pouco antes, os seis rolos tinham pertencido ao chocolate.
Agora havia uma coluna marrom cercada de jujubas comuns como se o império inteiro tivesse sido desmontado durante o intervalo.
Continuei.
Não porque os R$ 27,40 tivessem transformado a sessão.
Eles tinham feito o contrário.
Tinham provado que eu conseguia chegar até o fim.
Agora faltava descobrir se aquilo podia acontecer de novo com um pagamento que parecesse compatível com a quantidade de açúcar envolvida.
Não aconteceu.
Nos vinte e oito giros seguintes, cheguei a cinco rolos duas vezes.
A primeira tentativa morreu por causa de sete cupcakes.
Sete novamente.
Cupcakes suficientes para alimentar uma festa infantil de tamanho preocupante, mas não o bastante para manter uma monarquia funcionando.
Na segunda, foram ursinhos.
O chocolate tinha tomado cinco rolos.
O sexto estava livre.
Caíram sete ursinhos de goma.
Eu nem precisei contar pela segunda vez.
Aquela quantidade já tinha uma assinatura.
Sete era o número oficial da sabotagem.
Outra sequência chegou a quatro rolos rapidamente.
Uma combinação de balas sumiu.
Depois jujubas.
Depois cupcakes.
A queda seguinte espalhou seis símbolos iguais em posições inúteis e colocou dois outros doces exatamente onde não ajudavam ninguém.
Fim da linhagem.
Houve pequenos pagamentos no caminho.
R$ 1,60.
R$ 2,40.
Uma sequência com três quedas devolveu R$ 5,20.
Outra morreu no segundo rolo depois de pagar R$ 2,80.
Nenhuma passou perto do giro dos seis Candy King Reels.
O dinheiro saiu em pequenas mordidas.
Nada cinematográfico.
Nada que justificasse uma sirene.
Dois reais.
Mais dois.
Uma vitória curta.
Mais dois.
Um grupo quase completo.
Outro giro.
Os jackpots continuaram decorando o teto.
Nenhum abriu.
Nenhum decidiu participar.
Nenhum leprechaun do açúcar desceu para resolver a situação.
Os últimos vinte e oito giros custaram R$ 56,00.
Devolveram R$ 15,20.
O saldo parou em R$ 108,20.
Eu tinha começado com R$ 140,00.
O curioso era que a sessão não parecia ter falhado por falta de acontecer alguma coisa.
Aconteceu exatamente o que eu queria ver.
Os seis rolos viraram Candy King Reels.
A sequência sobreviveu a cinco vitórias.
O Wild Multiplier chegou.
Era x8.
A combinação pagou.
O problema foi simplesmente que o rei do chocolate havia conquistado o mundo por R$ 27,40.
A última tela deixou um rolo marrom.
Perto dele, sete ursinhos de goma.
Nenhuma vitória.
Cinco coroas ainda precisariam ser conquistadas outra vez.
Fiquei olhando os sete ursinhos.
Depois de tudo que tinham feito durante a sessão, eles pareciam perfeitamente satisfeitos com o número.
O rei podia reconstruir o império quando quisesse.
Primeiro teria que convencer um oitavo ursinho.
O bônus de Crystalium dura menos que minha paciência no trânsito.

