Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
A palavra CHAOS ficou completa no meio da grade.
O jogo matou todo mundo.
O cérebro sumiu.
A pizza sumiu.
A placa de STOP sumiu.
O tubarão sumiu.
Todos os símbolos normais foram substituídos por quadrados pretos com aparência de arquivo que alguém tentou abrir três vezes antes de aceitar que tinha dado ruim.
C.
H.
A.
O.
S.
Cinco letras.
Cinco Glitch Dogs.
Eles apareceram exatamente onde a palavra tinha acabado de existir.
Pareciam gatos desenhados por um computador que lembrava vagamente como funcionava um cachorro.
Então começaram a pular.
Um foi para cima.
Outro atravessou a grade.
Dois mudaram de rolo.
O último apareceu perto do canto oposto.
A tela parou.
O primeiro cachorro falhou.
Virou uma caveira verde berrando.
Mostrou multiplicador.
Voltou a ser cachorro.
Outro resolveu virar Cranky Cat.
Mais um encontrou uma terceira forma de deixar claro que aquela rua não trabalhava com espécie fixa.
Os números acima dos rolos começaram a subir.
Eu estava apostando R$2.
Era só o nono giro.
Nos oito anteriores, Unleashed Chaos tinha devolvido R$6 no total.
Comecei com R$500.
O nono giro já tinha descontado a aposta e deixado o saldo em R$488 quando cinco letras de grafite decidiram derrubar o bairro inteiro.
Até então, a cidade tinha sido principalmente cor.
Roxo.
Verde ácido.
Azul.
Vermelho.
Tinta por cima de tinta.
Desenho por cima de desenho.
Na esquerda havia um gato azul enorme de camisa xadrez vermelha segurando uma frigideira.
Não uma espada.
Não um taco.
Frigideira.
A expressão dele indicava que o utensílio já tinha participado de conversas anteriores.
Do outro lado, uma figura verde segurava duas criaturas menores.
No centro, a grade trazia pizza derretendo, cérebros roxos, tubarões, placas de trânsito e símbolos baixos pintados como se alguém tivesse desistido do alfabeto normal.
Nada ali parecia ter sido aprovado por alguém com sono regular.
O EPIC DROP continuou.
Os cinco Glitch Dogs revelaram suas identidades temporárias.
Um Sketchy Skull aumentou o multiplicador de um rolo.
Um Cranky Cat mexeu em outro.
Mais um cachorro falhou.
Mais números apareceram.
Em poucos segundos, um único animal já tinha conseguido ser cachorro, caveira e problema matemático.
Quando as revelações terminaram, os multiplicadores dos rolos somavam 14x.
R$28.
Saldo:
R$516.
Fim da pane.
Os cachorros desapareceram.
Os símbolos mortos desapareceram.
A pizza voltou.
O cérebro voltou.
O tubarão voltou.
A placa de STOP reapareceu como se nada tivesse acontecido.
A cidade tinha sofrido um apagão total de realidade para pagar vinte e oito reais.
Continuei nos R$2.
Os giros seguintes ficaram estranhamente comportados.
Dois tubarões ajudaram numa combinação pequena.
Três cérebros trouxeram R$4.
Depois vieram telas vazias.
Uma.
Outra.
Um Cranky Cat apareceu sem nada útil perto.
A placa de STOP resolveu pagar pouco.
A frigideira continuava na mão do gato à esquerda.
O saldo começou a descer.
R$510.
R$504.
Um acerto de R$4.
Depois mais vazio.
Um FS apareceu sozinho.
Foi embora.
Outro giro trouxe dois.
Faltou o terceiro.
A rua continuava visualmente em guerra, mas a matemática tinha entrado num período de silêncio.
Quatorze giros depois do EPIC DROP, eu tinha recebido apenas R$10 de volta.
Saldo:
R$498.
Girei outra vez.
R$2.
Três FS.
Agora sim.
CTRL + ALT + CHAOS.
A base normal desapareceu.
Dessa vez, desaparecer fazia parte do plano.
Três vidas apareceram no medidor.
Os multiplicadores acima dos rolos começaram baixos.
A grade encheu de símbolos mortos.
Primeiro giro.
Sketchy Skull.
A cabeça verde apareceu com os dentes arreganhados como se tivesse sido reiniciada no meio de um grito.
4x.
O multiplicador daquele rolo subiu.
O Life Meter voltou para três.
Próximo giro.
Outro Crazy Multiplier.
Valor pequeno.
Mais três vidas.
A lógica estava clara na prática:
o jogo podia continuar indefinidamente desde que alguma criatura irritada aparecesse antes de o medidor secar.
Então veio o cachorro.
Glitch Dog.
Canto inferior do quinto rolo.
O medidor encheu.
O cachorro tremeu.
Falhou.
Virou Cranky Cat.
3x.
O número do rolo mudou.
Depois voltou a ser cachorro.
No giro seguinte, ele apareceu em outro lugar.
Terceiro rolo.
Mesmo cachorro.
Novo endereço.
Piscou.
Virou Sketchy Skull.
Novo valor.
Voltou.
A partir daí, eu parei de acompanhar apenas os números.
Queria saber o que aquele bicho faria.
Outros Crazy Multipliers continuavam entrando.
Uma caveira colocou mais valor no primeiro rolo.
Outro símbolo ajudou o quarto.
Toda aparição útil devolvia as três vidas.
Mas o Glitch Dog tinha criado um esporte paralelo.
Cachorro.
Caveira.
Cachorro.
Gato.
Cachorro.
Outra coisa berrando.
Cachorro de novo.
A cidade tinha desenvolvido um animal que exigia atualização de cadastro zoológico a cada giro.
Então ele apareceu no segundo rolo.
Falhou.
Epic Sketchy Skull.
A caveira surgiu.
O valor foi revelado.
E dessa vez não mexeu só naquele rolo.
Todos subiram.
Primeiro.
Segundo.
Terceiro.
Quarto.
Quinto.
Os cinco números avançaram juntos.
Depois de causar isso, o Glitch Dog reapareceu em forma normal.
Língua para fora.
Nenhum sinal de que segundos antes tinha sido uma caveira capaz de alterar a matemática da rua inteira.
Dois giros depois, outro Crazy Multiplier entrou.
Três vidas novamente.
Mais um veio logo depois.
Mais números.
Os multiplicadores começaram a ficar bem diferentes entre si.
Um estava disparado.
Outro seguia mais baixo.
Um terceiro tinha recebido várias visitas do cachorro.
Então veio o primeiro trecho realmente seco.
Um giro morto.
Duas vidas.
Outro.
Uma vida.
A grade seguinte ficou praticamente toda preenchida pelos símbolos que oficialmente não faziam nada.
Nenhum cachorro.
Nenhuma caveira.
Nenhum gato.
Última vida.
Giro.
Glitch Dog.
Quarto rolo.
O medidor voltou para três.
O cachorro piscou.
Epic Cranky Cat.
2x.
Todos os multiplicadores dos rolos dobraram.
Os cinco de uma vez.
Os números mudaram no alto da tela.
O gato sumiu.
O cachorro voltou.
A sequência inteira tinha sido:
cachorro entra.
vira gato.
dobra cinco valores.
volta a ser cachorro.
recupera a vida do bônus por ter aparecido.
A rua não demonstrou qualquer surpresa.
Provavelmente porque ainda existia um gato segurando uma frigideira do lado de fora.
Vieram mais giros.
Sketchy Skull.
Aumentou um rolo.
Medidor cheio.
Cranky Cat.
Novo efeito.
Medidor cheio.
Depois outra fase seca.
Uma vida foi embora.
Mais uma.
O Glitch Dog salvou tudo outra vez no primeiro rolo, mas revelou um valor pequeno.
Ainda assim:
três vidas.
Os números continuaram crescendo.
Não em todas as rodadas.
Nem sempre muito.
Era justamente isso que deixava as versões Epic perigosas.
Adicionar um pouco num rolo era uma coisa.
Mexer nos cinco depois de vários giros de construção era outra.
Finalmente o cachorro parou de aparecer.
Um giro morto.
Duas vidas.
Outro.
Uma.
Última rodada.
Nada que pudesse recarregar.
Símbolo morto.
Símbolo morto.
Mais símbolo morto.
No meio do caos inteiro, as únicas coisas realmente confiáveis tinham sido justamente as que o jogo chamava de mortas.
O medidor zerou.
Os cinco multiplicadores ficaram no alto.
Somados:
92x.
Aposta:
R$2.
R$184.
Meu saldo saiu de R$496 para R$680.
A grade desapareceu.
A rua voltou.
Pizza.
Cérebros.
Tubarões.
Grafite.
O gato com a frigideira.
As criaturas do outro lado.
Tudo novamente no lugar.
Por alguns instantes, o Glitch Dog ainda apareceu no resumo da feature.
Cachorro normal.
Depois de passar o bônus sendo caveira, gato, caveira Epic, gato Epic e vários problemas diferentes de multiplicação, ele finalmente tinha conseguido terminar como a espécie anunciada.
R$680.
R$180 acima de onde comecei.
Deixei o próximo giro de R$2 quieto.
O cachorro já tinha passado tempo demais tentando descobrir o que era.
Pharaoh’s Last Wish só tem dois modos: promessa e frustração.

