Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
As cerejas tinham recebido um tratamento que nenhuma fruta comum merecia.
Vermelhas, brilhantes, redondas demais e polidas até o ponto de parecerem objetos de vitrine, elas ocupavam os reels ao lado de laranjas, uvas, ameixas e melancias que claramente não tinham passado pela mesma preparação.
A estrela dourada também fazia esforço.
O sete vermelho fazia mais.
Mas eram as cerejas que pareciam ter chegado cedo para passar cera antes da abertura.
Entrei com R$117,40 e coloquei R$1,00 por giro.
Cinco reels.
Três fileiras.
Dez linhas.
Frutas antigas dentro de uma moldura que tinha recebido ouro suficiente para esquecer qualquer intenção de ser discreta.
O primeiro giro trouxe melancia, ameixa e estrela em lugares inúteis.
Depois vieram laranjas.
No seguinte, as cerejas conseguiram uma combinação pequena.
R$3,00.
Elas continuaram brilhando como se tivesse sido muito mais.
O visual tinha aquela simplicidade de máquina clássica, só que tudo ao redor das frutas parecia recém-banhado em ouro. A moldura dourada. O logo. As faixas luminosas. Até o cifrão no meio do nome parecia ter sido chamado especificamente para garantir que ninguém confundisse aquilo com uma quitanda.
O primeiro símbolo Wild Cash Gold apareceu sozinho no reel da esquerda.
Grande.
Redondo.
Com o nome inteiro dentro dele.
Ficou cercado de frutas como se alguém tivesse colocado uma placa de neon no meio de uma cesta.
Nada aconteceu.
Alguns giros depois, outro apareceu no centro.
Também sozinho.
Depois um terceiro veio no reel da direita, mas em outro giro.
Os três já tinham visitado a tela separadamente.
Nenhum parecia interessado em conhecer os outros.
Enquanto isso, a fruta continuava pagando pequenas coisas.
Laranjas atravessaram uma linha.
Uvas deram outro retorno.
As cerejas apareceram novamente e conseguiram R$4,00.
O sete vermelho veio em duas posições e ficou faltando companhia.
A estrela chegou perto de melhorar um giro, mas terminou cercada de melancia.
Tudo continuava funcionando em valores pequenos.
Mantive R$1,00.
O menu de compra podia ficar fechado.
Chance x2 também.
Os três logos podiam se organizar sozinhos.
A tela insistia em mostrar um de cada vez.
Um Wild Cash Gold no reel 1.
Depois nada durante alguns giros.
Outro no reel 5.
Um terceiro apareceu no centro quando os lados estavam ocupados por frutas.
O símbolo era tão grande que qualquer aparição parecia importante, mesmo quando não fazia absolutamente nada.
Depois de 34 giros, R$104,20 continuavam no saldo.
A fruta tinha consumido R$13,20 de forma bastante educada.
Nada brutal.
Só pequenas mordidas.
O trecho seguinte foi pior.
O sete vermelho apareceu várias vezes em combinações incompletas.
Uma linha de estrelas devolveu algum dinheiro.
A ameixa conseguiu uma vitória pequena.
A melancia ocupou espaço suficiente para alimentar uma família e pagou muito menos do que o tamanho sugeria.
Aí vieram dois símbolos Wild Cash Gold juntos.
Um na esquerda.
Um na direita.
O centro parou em uvas.
Uvas.
Havia um logo dourado de cada lado esperando o terceiro e o reel central resolveu servir um cacho de fruta.
Os símbolos sumiram no giro seguinte.
Continuei.
As cerejas voltaram a pagar pouco.
Uma laranja atravessou uma linha.
Blank.
Estrela.
Blank.
Mais um logo sozinho.
Quando o saldo chegou a R$94,80, eu já estava prestando menos atenção nas frutas e mais no espaço onde os três símbolos dourados precisavam finalmente coincidir.
Então coincidiram.
Um à esquerda.
Um no centro.
Um à direita.
Os três Wild Cash Gold juntos.
Ainda saiu R$2,00 de uma combinação comum por baixo deles antes de a tela mudar.
R$95,80 ficaram entrando no Bonus.
As frutas perderam importância imediatamente.
O centro passou a mostrar o multiplicador.
Ao redor, o seletor começou a percorrer os setores.
Números.
Gold.
Exit.
O primeiro movimento terminou num número.
x6.
O centro segurou aquele valor.
Seis vezes a aposta não combinava muito com todo o ouro em volta, mas era um começo.
O seletor saiu de novo.
Passou por números.
Passou por Gold.
Chegou perto de Exit.
Continuou.
Parou.
x18.
Agora o número no meio tinha mais presença.
A moldura continuava piscando dourado em volta dele enquanto o último respin do nível Standard começava.
O seletor voltou a correr.
Números passando.
Exit passando.
Gold aparecendo no trajeto.
Mais uma volta.
Então parou em Gold.
A feature mudou.
Mais ouro.
Valores maiores no caminho.
Dois respins no nível Gold.
O x18 continuou no centro, esperando o próximo acréscimo.
O primeiro movimento do seletor trouxe um número que levou o centro a x42.
Aí as frutas da base ficaram muito distantes.
Quarenta e duas vezes R$1,00 já eram R$42,00 sentados no meio da tela.
As cerejas poderiam passar o resto da noite sendo polidas e ainda precisariam trabalhar bastante para chegar ali.
Restava outro respin no nível Gold.
O seletor começou novamente.
A seta atravessou números menores.
Passou por Exit.
Continuou.
Mais números.
Parou.
O centro mudou.
x96.
Aquele número cabia perfeitamente no excesso de ouro.
Nada precisava ser gigantesco dali em diante.
O x96 já tinha transformado R$1,00 em algo que justificava todo o neon, todos os cifrões e toda a moldura brilhante.
O seletor começou outra passagem.
O centro continuava em x96.
Números menores agora pareciam intrusos.
O Gold ainda podia levar a feature para cima.
O Exit podia simplesmente deixar o x96 intacto.
A seta percorreu o caminho.
Passou por setores numéricos.
Passou por Gold.
Chegou em Exit.
Parou.
Exit.
O x96 ficou exatamente onde estava.
Sem mexer.
Sem substituir por valor menor.
Sem transformar a sequência num desastre depois de construir um número tão bom.
A feature pegou o multiplicador do centro e aplicou.
R$96,00.
A moldura dourada piscou em volta do pagamento.
Todo aquele dinheiro tinha começado com uma aposta de R$1,00 e três logos finalmente concordando em aparecer no mesmo giro.
O saldo foi para R$191,80.
Aí voltaram as frutas.
Uvas no meio.
Laranja embaixo.
Melancia.
Cerejas.
Foi quase grosseiro.
Um instante antes havia x96 no centro de uma feature dourada.
No seguinte, havia um cacho de uvas exatamente onde aquele número tinha ficado.
As uvas não demonstraram qualquer respeito pelo cargo que tinham acabado de ocupar.
Mantive R$1,00.
Não aumentei.
Não abri compra de feature.
Não liguei Chance x2.
O Bonus natural já tinha feito o trabalho.
Os primeiros giros depois dele foram vazios.
Depois uma linha de estrelas trouxe R$5,00.
As cerejas apareceram em quantidade, mas sem fechar grande combinação.
Um par de símbolos Wild Cash Gold caiu junto alguns giros mais tarde.
Faltou o terceiro.
Antes da feature, aquilo parecia convite.
Depois de x96, parecia sobra.
As frutas continuaram girando.
Ameixa.
Laranja.
Melancia.
Cerejas.
Sete vermelho.
Um pequeno pagamento.
Blank.
Mais frutas.
Uma combinação de laranjas devolveu R$3,00.
As cerejas conseguiram R$2,20 pouco depois e continuaram brilhando como se tivessem acabado de ganhar o cofre inteiro.
O logo dourado apareceu no centro novamente.
Sozinho.
Cercado por melancias e uvas.
Dessa vez não precisava provar nada.
Já tinha tomado conta da tela uma vez.
Vinte e quatro giros depois da feature, parei.
Nenhum segundo Bonus.
Nenhum novo nível Gold.
Nenhum motivo para transformar um resultado bom numa longa perseguição aos três símbolos.
Os últimos giros tinham voltado completamente ao comportamento de uma máquina de frutas.
Estrela.
Sete.
Laranja.
Blank.
Cerejas.
No último quadro, duas cerejas ficaram nos primeiros reels.
Faltou o resto da linha.
Elas ficaram ali sob a moldura dourada, perfeitamente polidas, tão convencidas quanto no primeiro giro.
R$180,00 permaneceram dos R$117,40 iniciais.
O logo ficou com o ouro.
As cerejas ficaram com o brilho.
O bônus de Cash Wash Deluxe dura menos que minha paciência no trânsito.
