Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
No primeiro giro, duas luas deixaram de existir.
Uma caiu no topo do grid.
Outra veio logo ao lado.
Atrás delas havia um pedaço azul de planeta com oceano, nuvens e aquela aparência saudável de objeto que ainda não sabia onde tinha pousado.
A criatura acima das reels abriu a boca.
Primeira lua.
Foi.
Segunda lua.
Foi junto.
A mordida continuou.
Metade do pedaço de planeta também desapareceu.
R$1,00 voltou para o saldo.
A criatura fechou a boca.
Um buraco preto ficou no lugar.
Void Wild.
O jogo tinha conseguido transformar o desaparecimento de dois satélites naturais em símbolo coringa antes de eu completar dez segundos de sessão.
Eu estava apostando R$2,00.
Tinha R$400,00.
World Eaters 2 colocou um grid 6×6 no meio do espaço e posicionou uma criatura gigantesca em cada lado.
Uma no norte.
Uma no sul.
Uma à direita.
Uma à esquerda.
Nenhuma parecia ter sido construída com grande interesse em braços, pernas ou qualquer outra parte do corpo que não ajudasse diretamente a mastigar um continente.
A de cima lembrava um dragão feito de meteoro.
A do leste tinha cristais saindo da mandíbula.
A criatura do sul brilhava por dentro, como se um vulcão tivesse aprendido a sentir fome.
A do oeste parecia conter pedaços do próprio céu noturno dentro do corpo.
Os quatro encaravam o planeta no centro.
Não havia muita dúvida sobre a posição daquele mundo na cadeia alimentar.
As reels estavam cheias de pedaços dele.
Oceano.
Floresta.
Vulcão.
Cidade coberta por uma cúpula.
Cristais.
Luas.
Planetas menores.
E, de vez em quando, um Core brilhando dentro de um símbolo como se o jogo tivesse colocado uma cereja no centro da Terra.
O segundo giro trouxe floresta perto da lateral.
Nada encaixou.
Nenhuma criatura se mexeu.
Por alguns segundos, a vegetação teve uma existência perfeitamente normal.
No terceiro apareceu uma sequência de cristais tocando o lado direito.
A criatura do leste avançou.
Primeiro cristal.
Depois outro.
O terceiro continha um Core.
A mandíbula fechou em volta dele.
R$1,00.
Os olhos da criatura acenderam.
A marca de alcance da próxima mordida avançou um espaço para dentro do grid.
Ela tinha acabado de comer o núcleo de um planeta e recebido maior capacidade de comer planeta.
O universo havia resolvido progressão biológica com almoço.
Dois buracos ficaram para trás.
Um deles virou Void Wild.
Símbolos novos caíram por cima.
Uma pequena cidade quase fechou combinação usando o espaço vazio.
Quase.
No giro seguinte, o sul recebeu luas perto da boca.
A criatura subiu até elas.
O primeiro símbolo sumiu.
O segundo também.
Nenhuma delas recebeu sequer o tempo necessário para estabelecer órbita.
O quinto giro passou sem incidente.
No sexto, uma pequena combinação de floresta devolveu R$1,00.
Seis giros tinham custado R$12,00.
Voltaram R$3,00.
Saldo:
R$391,00.
Até ali, o resultado financeiro era banal.
O planeta já tinha perdido luas, cristais e parte da crosta.
Então veio o sétimo giro.
O norte recebeu oceano.
O leste recebeu cristal.
Ao sul apareceram vulcões.
A borda oeste ficou ligada por floresta.
As quatro criaturas abriram a boca.
O planeta continuava inteiro no centro.
Por pouco tempo.
A criatura de cima foi primeiro.
Duas faixas de oceano desapareceram.
R$10,00.
O World Eater do leste atacou em seguida.
Como tinha engolido o Core alguns giros antes, avançou mais fundo.
Cristais foram sumindo até perto do centro.
R$8,00.
O sul entrou pelos vulcões.
R$6,00.
O oeste levou a floresta.
R$9,00.
Restou uma parte central completamente sem contexto.
Uma cidade.
Meio oceano.
Uma lua.
Alguns símbolos soltos.
A lua estava parada ao lado de nada.
Nem planeta havia mais para justificar sua presença.
O centro rachou.
Tudo se dobrou para dentro.
As posições restantes viraram Void Wilds.
Novos símbolos caíram sobre aquele vazio e formaram uma combinação grande atravessando o que antes tinha sido um mundo.
R$19,00.
Consumo Total:
R$52,00.
Meu saldo foi para R$441,00.
As criaturas voltaram para suas posições.
Nenhuma Rodada Grátis começou.
Nenhum portal abriu.
Nenhuma tela separada apareceu.
O planeta tinha acabado.
Então chegou outro.
O novo mundo simplesmente surgiu dentro do grid.
Oceano novo.
Floresta nova.
Cidades novas.
Cristais novos.
Duas luas inteiras.
O universo possuía reposição.
O primeiro planeta não tinha sido um acontecimento único.
Tinha sido o prato de entrada.
O segundo mundo conseguiu se manter inteiro por mais tempo.
Uma cidade caiu diretamente ao lado da criatura do oeste.
Nada.
No giro seguinte apareceu outra.
Ainda nada.
Uma terceira completou o caminho.
A boca entrou pela lateral.
Duas cidades desapareceram.
A terceira ficou um quadrado mais para dentro e sobreviveu.
O pagamento foi pequeno.
R$2,00.
Uma posição vazia virou Void Wild.
Florestas caíram perto dela e fecharam mais R$2,00.
O segundo planeta já tinha perdido parte de uma região urbana, mas pelo menos continuava reconhecível como planeta.
Vieram vários giros menores.
Uma lua sumiu e deixou R$1,00.
Oceanos pagaram R$2,00 sem intervenção de nenhum monstro.
Um Core apareceu no centro do grid.
Ficou ali brilhando durante uma rodada inteira.
Era provavelmente o lugar mais seguro da galáxia.
As criaturas só conseguiam comê-lo se alguma coisa conduzisse a mordida até lá.
Doze giros passaram.
R$24,00 colocados.
R$9,00 devolvidos.
Saldo:
R$426,00.
Ainda acima do começo.
Ainda com um planeta.
Então o World Eater do sul encontrou o próprio Core.
Uma sequência vulcânica tocou a parte inferior do grid.
Primeiro vulcão.
Segundo.
Core.
A boca subiu e levou os três.
Os olhos da criatura ficaram mais fortes.
O alcance aumentou.
Era uma boca do tamanho de uma pequena nação.
Agora conseguia avançar mais um quadrado.
Poucos giros depois, apareceu a oportunidade.
Vulcões formaram uma trilha saindo da borda inferior e subindo.
A criatura começou.
Primeira camada.
Segunda.
Depois veio o espaço extra adquirido com o Core.
A mordida parou exatamente abaixo de uma cidade.
Todo o terreno sob ela desapareceu.
A cidade permaneceu.
Um único bloco urbano flutuando acima de um buraco negro.
Se alguém ainda morava ali, a vista tinha melhorado bastante.
Os Void Wilds entraram nas posições destruídas.
A combinação pagou R$4,00.
Outros ganhos pequenos dentro daquele trecho completaram R$8,00 de retorno em oito giros.
O custo tinha sido R$16,00.
Saldo:
R$418,00.
O segundo planeta continuava tentando.
Foi então que três lados resolveram comer ao mesmo tempo.
Norte.
Leste.
Sul.
O oeste ficou parado.
O norte tirou uma faixa de oceano.
O leste avançou pelos cristais.
O sul subiu novamente pelos vulcões.
A parte direita praticamente desapareceu.
A parte de baixo desapareceu.
Um pedaço do topo foi junto.
Sobrou um canto do lado oeste.
Floresta.
Cidade.
Lua.
Alguns símbolos comuns.
Era o suficiente para o planeta tecnicamente continuar existindo.
A criatura do oeste estava a poucos quadrados dali.
Não havia combinação ligando a boca ao que restava.
Ela não se mexeu.
A lua ficou parada ao lado do único monstro sem fome naquele giro.
Foi a lua mais sortuda da sessão.
Os espaços vazios começaram a receber símbolos.
Oceanos novos apareceram.
Cristais voltaram.
Uma cidade caiu em uma região que tinha deixado de existir segundos antes.
A reconstrução do planeta levou aproximadamente o tempo necessário para as reels terminarem de cair.
Nenhuma criatura demonstrou surpresa.
Nos dez giros seguintes, o segundo mundo foi mordido várias vezes sem desaparecer.
Uma sequência de floresta no oeste virou R$4,00 depois de ser engolida.
Luas no norte deram R$2,00.
Uma cidade conseguiu pagar R$3,00 sem ser comida.
Outro acerto usando Void Wild trouxe R$3,00.
R$12,00 no total.
Os dez giros custaram R$20,00.
Saldo:
R$410,00.
O planeta ainda parecia bastante aceitável de longe.
De perto, um oceano já tinha sido destruído e reconstruído em lugares diferentes, cidades tinham reaparecido sobre regiões previamente mastigadas e duas das criaturas conseguiam alcançar áreas que originalmente estavam fora do cardápio.
A parte final ficou quieta.
Nove giros.
Uma floresta pagou R$2,00.
Depois duas luas entregaram R$2,00.
A criatura do leste conseguiu mais uma mordida pequena de R$2,00.
O resto passou sem combinação ou sem caminho suficiente para alguma boca entrar.
Nove apostas custaram R$18,00.
Retorno:
R$6,00.
Saldo final:
R$398,00.
Eu tinha começado com R$400,00.
Durante a sessão, um planeta inteiro tinha sido devorado.
Outro tinha perdido cidades, vulcões, oceanos, cristais e luas em diferentes momentos.
Partes da superfície tinham sido recriadas várias vezes.
Dois World Eaters tinham aprendido a morder mais fundo depois de comer núcleos planetários.
Espaço vazio tinha virado Wild.
Uma cidade tinha ficado suspensa sobre o nada.
Uma lua tinha sobrevivido porque o monstro mais próximo simplesmente não estava interessado nela naquele giro.
O prejuízo total para mim foi R$2,00.
Uma aposta.
As quatro criaturas continuavam em volta do segundo planeta.
Ainda havia muito mundo sobrando.
O próximo giro também custava R$2,00.
Dessa vez, o planeta podia pagar.
O bônus de Corpse Cart é um stand‑up sobre decepção.

