Apenas 18+. Jogue Responsavelmente.
O terceiro rolo tinha conseguido transformar uma fileira de limões numa questão pessoal.
Os dois primeiros já estavam lotados deles.
Em cima, no meio, embaixo.
Tudo amarelo.
No último rolo, só faltava o centro.
Vieram os Respins de Segunda Chance.
Sino.
Nada.
Uva.
Nada.
Limão.
Tela inteira.
Nove limões dourados.
O cassino tinha colunas roxas, iluminação de milionário, acabamento em ouro e uma roda brilhando no alto.
E quem resolveu assumir o salão inteiro foi a fruta que normalmente aparece espremida em cima de peixe.
As cinco linhas pagaram R$6,00.
A roda entrou.
x2 passou.
x3.
x4.
x10 apareceu perto do marcador e foi embora.
A roda parou no x5.
R$30,00.
Tudo por causa de nove limões.
Eu estava apostando R$1,00.
Até aquele ponto, X Wheel Deal tinha sido bem mais discreto.
Cerejas deram R$1,00.
Sinos deixaram R$2,00.
As uvas arrumaram R$0,80.
Dois 7 vermelhos apareceram algumas vezes, sempre sem o terceiro.
O cassino tratava cada símbolo como se tivesse chegado de carro importado.
Até a melancia vinha cercada de ouro.
Aí os dois primeiros rolos fecharam de limão.
Ficaram presos.
O terceiro ganhou mais chances.
Um limão entrou.
As três tentativas voltaram.
Depois outro.
Três de novo.
Faltava um.
O terceiro rolo girou.
E entregou o último.
Daí vieram os R$30,00.
A partir dali, limão deixou de ser símbolo baixo.
Virou celebridade.
Mantive R$1,00.
Na rodada seguinte apareceram uma estrela, algumas cerejas e uma melancia.
Tudo voltou a parecer normal.
Depois três uvas pagaram R$0,80.
Então dois rolos inteiros fecharam de cereja.
Presos.
O terceiro rolo começou.
Primeiro Respin.
Uma cereja.
As três chances voltaram.
Depois nada.
Na seguinte, outra cereja.
Três chances de novo.
Faltava só o canto superior direito.
Um espaço.
O mesmo terceiro rolo que tinha acabado de colaborar com os limões.
Girou.
Sino.
Outra vez.
Laranja.
Última.
Uva.
As oito cerejas desapareceram.
O cassino continuou roxo, dourado e iluminado como se ninguém tivesse acabado de colocar uma uva num lugar que valia uma tela inteira.
Comecei a olhar menos para a roda e mais para aquele terceiro rolo.
A Carta Dourada do Jackpot podia esperar.
Os 7 podiam esperar.
Eu queria ver até onde aquele rolo ia levar a implicância.
Vieram algumas rodadas pequenas.
Estrelas pagaram R$3,00.
Limões deixaram R$1,20.
Um WILD entrou numa linha de sinos e completou R$2,00.
O WILD era enorme, vermelho, dourado, cheio de presença.
Parecia grande demais para dividir espaço com fruta.
Logo depois dois rolos fecharam de uva.
Segunda Chance.
O terceiro rolo voltou para o palco.
Primeiro giro.
Uva.
Três chances de novo.
Segundo.
Outra uva.
Resetou.
Faltava só embaixo.
O terceiro rolo mostrou limão.
Depois sino.
Na última chance entrou um WILD.
Serviu.
A tela inteira ficou completa.
Cinco linhas de uva, com o WILD tapando o último buraco.
R$4,00 antes da roda.
Luz roxa.
O cassino acendeu.
A roda entrou.
x10 passou.
x5 também.
x4.
x2.
Parou no x2.
R$8,00 no total.
Os limões tinham feito R$30,00.
As uvas precisaram de WILD, Respins, cerimônia e iluminação especial para entregar oito.
A hierarquia da fruteira não estava muito clara.
Continuei.
A Carta Dourada do Jackpot seguia sem aparecer.
Toda vez que os rolos faziam alguma coisa grande sem ela, aquele vazio ficava mais engraçado.
Três 7 vermelhos deram R$5,00.
Estrelas pagaram R$3,00.
Depois dois rolos fecharam de sino.
O terceiro veio de novo.
Primeiro Respin.
Sino em cima.
Três tentativas restauradas.
Nada.
Depois um sino no meio.
Três outra vez.
Faltava apenas a casa de baixo.
O cassino tinha oito sinos dourados e uma única posição vazia.
O terceiro rolo girou.
Cereja.
De novo.
Melancia.
Última chance.
Nem sino.
Nem WILD.
Nem Carta Dourada do Jackpot.
Laranja.
Tudo sumiu.
A laranja ficou um instante ali no canto, cercada por ouro, luz e a lembrança de oito sinos que já tinham ido embora.
Continuei em R$1,00.
Mais rodadas.
Mais fruta.
Mais pequenas combinações.
Duas vezes os dois primeiros rolos fecharam iguais sem o terceiro conseguir chegar perto.
Uma Segunda Chance com melancias colocou só um símbolo novo e gastou o resto trocando sino por uva.
O cassino permanecia impecável.
A luz roxa não diminuía.
As colunas continuavam brilhando.
Cada cereja entrava como se tivesse reserva na área VIP.
Então vieram os 7.
Dois rolos completos.
Vermelho em cima.
Vermelho no meio.
Vermelho embaixo.
Travados.
O terceiro rolo tinha três posições abertas.
Aquilo já não era limão.
Uma tela inteira de 7 significava cinco linhas de R$5,00 antes da roda.
Parei de pensar no Jackpot.
O primeiro Respin colocou um 7 no meio.
Três chances voltaram.
Faltavam cima e baixo.
Na tentativa seguinte, estrela em cima.
Sino embaixo.
De novo.
Veio um 7 no topo.
Reset.
Só faltava a posição inferior.
Três chances.
O cassino inteiro virou um quadradinho no canto inferior direito.
Primeira.
Limão.
Segunda.
Um WILD apareceu no meio, numa posição que já estava ocupada por 7.
Serviu para absolutamente nada.
Última tentativa.
O rolo girou.
Cerejas passaram.
Sino.
Uvas.
Laranja.
Parou em melancia.
Oito 7 desapareceram.
A melancia ficou.
Eu girei de novo imediatamente.
Nada.
De novo.
Três cerejas.
R$1,00.
Outra.
Nenhum 7.
Foi assim que a parte central da sessão sumiu.
Não teve bônus enorme.
Não teve Jackpot.
Não teve carta dourada escolhendo prêmio.
Eu fiquei perseguindo o momento em que dois rolos perfeitos apareciam e o terceiro era obrigado a apresentar defesa.
Às vezes ele nem se esforçava.
Dois rolos de laranja ativaram outra Segunda Chance.
Três Respins.
Nenhum símbolo novo.
Acabou.
Mais tarde os sinos chegaram perto.
Faltou uma casa.
Uma estrela ocupou justamente ela.
As cerejas tentaram outra vez e terminaram com oito posições preenchidas antes de uma uva cair no buraco restante.
A Carta Dourada continuava desaparecida.
Mini podia ficar guardado.
Midi também.
Maxi nem precisava levantar.
Eu estava ocupado discutindo com fruta.
Quando passei das setenta rodadas, os R$30,00 dos limões já tinham virado lembrança.
As pequenas vitórias continuavam aparecendo e interrompendo a descida.
R$2,00.
R$0,80.
R$3,00.
Um WILD ajudando aqui.
Uma estrela atravessando ali.
Nada segurava o saldo por muito tempo.
Então vieram cerejas de novo.
Dois rolos inteiros.
Presos.
O terceiro recebeu três Respins.
Cereja em cima.
Reset.
Cereja no meio.
Reset.
Só faltava embaixo.
A mesma forma que os limões tinham mostrado no começo.
Três chances.
Primeira.
Sino.
Segunda.
Estrela.
Última.
O terceiro rolo girou.
E caiu um limão.
O mesmo limão que tinha aberto a sessão como estrela do cassino agora ocupava o único espaço impedindo nove cerejas.
Sem roda.
Sem reset.
Sem segunda tentativa da Segunda Chance.
Só um limão dourado no canto inferior direito, cercado por oito cerejas e iluminação de cassino suficiente para anunciar um casamento real.
Parei ali.
Foram 83 rodadas de R$1,00.
R$83,00 apostados.
R$64,20 devolvidos.
R$18,80 ficaram pelo caminho entre a roda x5 dos limões, a tela de 7 que morreu numa melancia e um terceiro rolo que parecia ter uma fruta errada reservada para cada ocasião.
A Carta Dourada do Jackpot não apareceu nenhuma vez.
Na última tela, o limão continuava no canto.
Oito cerejas em volta.
Tudo roxo.
Tudo dourado.
No X Wheel Deal, até o símbolo que estragava a festa vinha vestido para a festa.
O bônus de Le Prechaun é um stand‑up sobre decepção.
